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    TRE estima que enchentes atingiram metade das urnas usadas no RS

    À CNN, presidente do tribunal disse que 500 urnas já são dadas como perdidas, e outras 15 mil estão em galpão inacessível em Porto Alegre

    Urnas do DF podem ser uma possibilidade para a substituição no Rio Grande do Sul, já que a unidade federativa não realiza eleições municipais
    Urnas do DF podem ser uma possibilidade para a substituição no Rio Grande do Sul, já que a unidade federativa não realiza eleições municipais Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Henrique Sales Barrosda CNN

    São Paulo

    Cerca de metade do total de urnas utilizadas em eleições no Rio Grande do Sul pode ter ficado inutilizável devido às chuvas que vêm devastado o estado, segundo o Tribunal Regional Eleitoral gaúcho (TRE-RS).

    No primeiro turno das eleições gerais de 2022, o TRE instalou 27.201 urnas em todo o estado, deixando outras 1.890 reservadas para possíveis substituições. No total, foram mobilizadas 29.091 máquinas.

    À CNN, a presidente do TRE-RS, desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, disse, na quarta-feira (15), que 15 mil urnas estão em um galpão alagado, inacessível, em Porto Alegre. Outras 500, espalhadas em zonas eleitorais pelo estado, já foram dadas como perdidas.

    Somadas, elas representam 53% do total mobilizado no RS no ano eleitoral de 2022.

    O galpão na capital fica no bairro Quarto Distrito, na zona norte da capital e às margens do rio Jacuí, no trecho final antes do curso d’água desaguar no Guaíba, que está desde o início do mês acima da conta de inundação, que é de três metros.

    “Não sabemos ainda a extensão dos danos”, disse a presidente do TRE-RS, a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak. “O prédio está inacessível, e também não há energia elétrica para fazermos o monitoramento por vídeo (do local)”, acrescentou.

    A sede do TRE, no centro histórico da capital, também está com o primeiro andar submerso, impedindo o seu acesso. No local, também funcionam dez locais de votação da capital, além da central de atendimento ao eleitor de Porto Alegre.

    Os estragos também se espalham pelo estado: em São Sebastião do Caí, São Jerônimo, Arroio do Meio e São Leopoldo, sedes de zonas eleitorais ficaram “bastante alagadas, algumas até sem condições de operar”, segundo a desembargadora.

    Arroio do Meio, no Vale do Taquari, chegou a ter 90% de sua população sem acesso a serviços básicos, como fornecimento de água e energia. Já São Leopoldo, na Grande Porto Alegre, tem “grandes piscinas” devido a problemas com diques e bombas.

    Em Igrejinha, o cartório eleitoral da cidade foi “parcialmente alagado”. E em Eldorado do Sul, à beira do Guaíba e onde 100% da área urbana foi atingida, um posto da Justiça Eleitoral está “completamente inundado”.

    Foram nesses locais que houve a perda de 500 urnas. Nem mesmo o trabalho de servidores para colocá-las em lugares altos, “supostamente inacessíveis às águas”, adiantou. “A enxurrada foi de uma proporção muito maior”, disse Vanderlei Kubiak.

    Alguns dos cartórios alagados nas chuvas deste mês já haviam passado por situações do tipo em outras tempestades neste ano. “Vamos ter que transferi-los para locais nas cidades que sejam mais altos”, afirmou a presidente do TRE gaúcho.

    No início da próxima semana, o TRE gaúcho vai enviar um relatório ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontando todos os impactos da a chuva sobre seus trabalhos que já tem conhecimento — e quais também ainda não tem.

    O TRE-RS já recebeu um indicativo do TSE de que todas as urnas que tiverem sido danificadas serão substituídas. Uma possibilidade é, para as eleições deste ano, o Rio Grande do Sul receber máquinas do Distrito Federal, que não realiza eleições municipais.