Waack: Crise institucional no STF se funde com a eleição
O problema para o Supremo é que nenhum resultado eleitoral livra a Corte da agonia em que se encontra
O consórcio político-eleitoral formado por integrantes do Supremo e os presidentes das Casas Legislativas em favor de Lula (PT) produziu hoje os resultados anunciados.
Avançaram no Congresso assuntos que o governo considera importantes no seu esforço de reeleger o presidente Lula.
Tais como minerais críticos, fim da taxa das blusinhas e, principalmente, o fim da escala 6x1. Embora esta última, que Lula considera a mais importante, provavelmente só seja votada em plenário entre o primeiro e o segundo turnos.
A grande incógnita deste momento, destas horas, é avaliar qual o impacto do escândalo do Master não só no humor dos eleitores. Mas no humor em geral na sociedade.
Está bem claro que a ala no Supremo que pretende abrir uma investigação contra o homem forte da Casa, o ministro Alexandre de Moraes, conta com a forte repercussão das revelações da Polícia Federal sobre as ligações dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para ter sucesso numa votação no plenário da Corte.
Pois considera que seria um fator decisivo no comportamento de um ou dois ministros.
A ala disposta a proteger Moraes minimiza esse fator, por achar que Lula, por quem se empenha, tem as melhores chances de vencer as eleições, e que seu adversário interno, o ministro André Mendonça, tem motivação meramente eleitoral.
Crise no Supremo e eleições acabaram virando uma coisa só. O problema para o Supremo é que nenhum resultado eleitoral livra a Corte da agonia em que se encontra.
É até possível, no curto prazo, prorrogar o insustentável. O que só vai tornar o fardo ainda mais pesado.



