Carnaval de 2021 é adiado em SP devido à pandemia do novo coronavírus


Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
24 de julho de 2020 às 12:41 | Atualizado 24 de julho de 2020 às 21:50
Carnaval de SP

Escola de samba Vai-Vai no 2º dia de desfile das escolas de samba paulistanas do Grupo Especial de SP (11.fev.2018)

Foto: Divulgação/LigaSP

A Prefeitura São Paulo anunciou nesta sexta-feira (24) que o Carnaval de 2021 na capital paulista será adiado em razão da pandemia do novo coronavírus. 

"Batemos o martelo e estamos adiando o carnaval de 2021. Também conversamos durante essa semana com vários blocos de carnaval, tradicionais da cidade", afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB), durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, nesta sexta-feira (24).

A data do evento ainda não foi definida. Segundo o prefeito, o Carnaval 2021 será ou no final de maio ou começo de julho — dificilmente acontecerá em junho, segundo ele, para não coincidir com as festas juninas.

"Tanto as escolas quanto os blocos entenderam inviabilidade de organização do carvanal para fevereiro do ano que vem. Importante destacar que estamos falando aqui de um desfile que no ano passado levou 120 mil pessoas e trouxe benefício econômico de R$ 227 milhões e de blocos que juntaram nas 3 semanas 15 milhões de pessoas e trouxeram benefício econômico de R$ 2,750 bilhões", disse.

Na semana passada, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou que, pelo mesmo motivo, também não haverá festa de Réveillon na Avenida Paulista na passagem de 2020 para 2021. 

Ele havia dito que a administração municipal estava em contato com a Liga das Escolas de Samba de São Paulo para tomar uma decisão e, se necessário, definir a nova data do Carnaval.

Outros eventos

Bruno Covas também anunciou o cancelamento da Parada LGBT, que teria acontecido em 14 de junho e foi organizada de forma virtual e foi prorrogada para 29 de novembro.

"Teríamos outra complicação porque é a data do 2º turno das eleições de 2020, dada aprovada pela PEC no Congresso. No ano passado, [o evento] juntou 3 milhões de pessoas e trouxe benefício econômico de R$ 404 milhões. Queria agradecer a organização por entender esse momento", explicou.

O prefeito ainda comunicou que a Marcha para Jesus não irá acontecer de forma presencial em 2020. O evento que reúne igrejas evangélicas estava marcado para o dia 13 de junho, quando foi feita uma carreata, e foi transferido para 2 de novembro.

"No ano passado, o evento juntou 3 milhões de pessoas e trouxe um benefício econômico de R$ 217 milhões. A organização já avisou que não fará a marcha em 2 de novembro de forma presencial. Nos próximos dias, vão apresentar para a prefeitura um novo formato para não aglomerar essas 3 milhões de pessoas", disse.