‘Lia um livro por dia na adolescência’, comenta o cartunista Mauricio de Sousa


Layane Serrano, da CNN, em São Paulo
29 de outubro de 2020 às 12:59 | Atualizado 29 de outubro de 2020 às 14:53

 

Muitas crianças aprenderam a ler e pegaram gosto pela leitura por meio das histórias em quadrinhos. Nesta quinta-feira (29), no Dia Nacional do Livro, Mauricio de Sousa comentou em entrevista exclusiva à CNN sobre a importância de sua obra para a iniciação da leitura de muitos brasileiros.

“Fico muito feliz de falar principalmente de livros, que foi o começo de tudo. Queria criar algo que exigisse imaginação e não parei mais. Eu lia um livro por dia na adolescência e tudo que eu li ficou guardado no cérebro e me ajudou até hoje a alimentar o meu estúdio e a produzir de forma revistas em quadrinhos, livros, filmes, entre outros, de forma ininterrupta por 60 anos. É um sem fim de oportunidades que nascem de certa maneira da leitura.”

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Mauricio de Sousa

O cartunista Maurício de Sousa

Foto: Reprodução/CNN

Entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. O autor já alcançou o extraordinário número de 1 bilhão de revistas publicadas. Não à toa, é considerado o maior formador de leitores do Brasil.

E o trabalho não parou durante a pandemia. Aos 85 anos, completados nesta terça-feira, Mauricio comentou que o trabalho está a todo vapor.

“A pandemia é realmente algo muito negativo, mas estou trabalhando muito. No meu caso eu estou em ‘oitententa’. Faz quase sete meses que estou praticamente sem sair de casa. Graças à tecnologia posso conversar com qualquer funcionário, fazer lives e até produzindo lançamentos. Estou adorando lives que eu faço com escolas, crianças e professores - as perguntas são maravilhosas! Crianças são realmente maravilhosas e em toda Live sempre surgem pedidos de novos personagens, gibis e filmes. Vamos lançar em breve, por exemplo, o segundo filme em que a Turma da Mônica estará na escola. Já gostei bastante do resultado.”