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    Após Gil e Anitta, Marina Sena denuncia malas perdidas em voo de turnê na Europa

    Cantora relata que está sem instrumentos para fazer shows; aumento de demanda e falta de funcionários causa caos em voos europeus

    Marina Sena no Lollapalooza Brasil 2022.
    Marina Sena no Lollapalooza Brasil 2022. Mila Maluhy

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    A cantora Marina Sena denunciou, nesta terça-feira (19), que teve suas malas perdidas pela companhia aérea TAP Air Portugal após um voo para Paris, onde ela inicia uma turnê de shows na Europa.

    Pelo Instagram, a mineira, que foi uma das maiores revelações da música nacional no ano passado, explicou a situação: “Simplesmente nada do que a gente despachou no Brasil chegou aqui. Nada chegou. Nossos instrumentos não chegaram.”

    “Agora eu quero perguntar pra TAP: ‘Como vocês esperam que a gente vá fazer shows aqui em Paris sem instrumento?”, acrescentou.

    A cantora tem uma apresentação marcada para esta terça na boate parisiense New Morning. A turnê ainda inclui shows na Holanda, Alemanha e Portugal até domingo.

    “Me falaram que pode chegar daqui a três dias. Meu amor, daqui a três dias eu já estou em outro lugar. Amanhã já vou fazer outro show em Amsterdã. Como que vou fazer meu show sem minhas coisas?”, disse Marina.

    Ela pontuou que os figurinos dos próximos shows, os figurinos das dançarinas que a acompanham, os instrumentos e as malas de produção estão entre os itens extraviados.

    “Eu preciso dessas coisas. É o meu trabalho, estão lesando meu trabalho”, concluiu. A cantora afirmou que o show em Paris não será cancelado e estão articulando uma saída com os organizadores do evento para o caso da companhia aérea não encontrar a bagagem.

    A companhia aérea portuguesa respondeu um dos tweets de Marina sobre a denúncia pedindo detalhes da bagagem perdida. A CNN entrou em contato com a TAP para se posicionar sobre o caso, mas não houve retorno.

    Anitta e Gilberto Gil passam pela mesma situação

    A cantora Anitta publicou em suas redes sociais neste sábado (16) que teve as bagagens “perdidas” novamente, após embarcar em um voo da companhia aérea Air France.

    “Se eu sobreviver essa tour, eu sobrevivo a qualquer outra coisa. Hoje, novamente a Air France, essa companhia de milhões, perdeu a roupa do ballet”, afirmou a artista brasileira, por meio do Instagram.

    “A gente tá aqui, tentando fazer roupas, porque o que deu eu trouxe no jato. O que deu. Aí, o que não deu, que era o pouquinho de coisa que não consegui, a Air France perdeu. Estamos sem roupa pro ballet e é isso aí. Valeu, Air France. Novamente, na turnê, mais uma vez. Show”, desabafou ela, nos stories.

    Segundo Anitta, as malas que continham roupas para seus shows estavam bem sinalizadas, para que não fossem extraviadas ou confundidas.

    A mesma coisa aconteceu com o cantor Gilberto Gil, em passagem por Berlim.

    Em turnê pela Europa com seu show “Nós, A Gente”, Gilberto Gil contou em seu Twitter que os instrumentos dos músicos não chegaram na Alemanha, onde ele se apresenta nesta terça-feira (5).

    / Reprodução/Instagram

    “Gil e banda estão desde ontem aguardando os instrumentos para fazer o show hoje em Berlim. @airfrance, onde está nosso equipamento?”, questionou a mensagem.

    Aumento da demanda e falta de pessoal leva caos a aeroportos europeus

    Na Europa, o verão chegou com altas temperaturas e empolgação dos turistas para voltar a viajar. Só que toda essa movimentação tem provocado cenas de caos nos aeroportos. As companhias têm dificuldade para preencher as vagas fechadas no auge da pandemia. Fora isso, há greves pipocando em aeroportos e em companhias aéreas no continente.

    E como muita gente está querendo viajar, os problemas são inevitáveis. No Aeroporto de Heathrow, dezenas de bagagens são vistas empilhadas, após o embarque dos donos.

    Quem viveu uma situação semelhante foi o advogado Maurício Portugal Ribeiro, que pousou nesta quinta-feira (30) em São Paulo, em um voo da British Airways, e apenas após o desembarque descobriu o pior: nenhuma bagagem foi embarcada, todas as malas ficaram em Londres.

    “O avião saiu um pouco atrasado, com uma hora de atraso O embarque meio confuso, mas nada que não parecesse apenas uma desorganização da British Airways, uma companhia da qual se espera alguma organização. As pessoas estavam saindo do voo quando eles comunicaram. Algumas pessoas tinham entendido e outras não, porque eles anunciaram em inglês. E aquela sensação de surpresa, né? Porque como é que você não avisa uma coisa dessas antes? Eles tomaram a decisão de sair sem a bagagem de ninguém e sem avisar os passageiros”, explicou Ribeiro.

    Procurada pela CNN, a British Airways se desculpou pelo ocorrido e disse que está fazendo o possível para devolver as bagagens aos passageiros o quanto antes.

    O maior problema parece ser no Reino Unido. Por isso, o governo britânico ter recomendado às companhias aéreas, antes mesmo do verão europeu começar, a diminuírem o número de voos com antecedência — antecipando-se aos problemas.

    Agora, o governo britânico promete ajudar. Segundo anúncio de hoje, as leis para acelerar contratações serão flexibilizadas; uma plataforma para recrutar e treinar funcionários para as empresas aéreas será implementada, assim como um programa de empréstimos para os aeroportos comerciais.

    As empresas queriam mais: pediram revisão da política migratória do Brexit para contratar mão de obra de outros países.

    Enquanto a crise se arrasta na Europa, a CNN conversou com o diretor de segurança e operações da da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Ruy Amparo, para entender se o cenário pode se repetir no Brasil.

    “Em alguns casos, as companhias aéreas estão sem tripulantes, sem funcionários de terra, as companhias que carregam as malas estão sem funcionários. Então você está dando uma dor de cabeça muito grande tanto para as companhias e, principalmente, para os clientes finais. De lá pra cá, a gente pode ter as dores de cabeça que estamos vendo em alguns voos, alguns aviões chegarem não com todos as bagagens, mas, daqui para lá, a gente não está tendo esse problema”, afirmou.

    E para quem já enfrentou ou possa vir a enfrentar esse caos, se vai viajar para a Europa e, depois, retornar para o Brasil, a especialista em defesa do consumidor, Maria Inês Dolci explica o que pode ser feito.

    “Primeiramente, buscar a empresa para ter essa informação por escrito. Se o problema não for resolvido, porque existe um prazo que as empresas tem que devolver essas baganes. São 30 dias para encontrar e devolver a bagagem, caso contrário o consumidor já pode pedir uma indenização”, detalhou a especialista.