Alcolumbre envia à CCJ proposta da oposição alternativa ao fim da 6x1

Texto foi apresentado para contrapor redução da jornada de trabalho aprovada na Câmara dos Deputados

Emilly Behnke, da CNN Brasil
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou nesta quinta-feira (28) para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) a proposta da oposição que cria um regime flexível baseado em horas trabalhadas.

Como a CNN mostrou, o texto da oposição foi apresentado para contrapor o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho aprovados pelo plenário da Câmara na quarta-feira (27). Com o apoio de 36 senadores, a PEC (proposta de emenda à Constituição) foi protocolada na madrugada desta quinta-feira e recebeu despacho de Davi no mesmo dia.

A partir do envio à CCJ, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), escolher um relator para o texto. Aliado do governo, Otto também deverá decidir quando o texto será pautado na comissão.

O primeiro signatário da proposta é o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O texto também foi articulado por deputados. Segundo o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), a PEC dá "liberdade" ao trabalhador para decidir quantas horas e quando quer trabalhar.

A PEC permite que o trabalhador trabalhe em regime alternativo remunerado pela hora trabalhada em vez do regime tradicional da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Pelo texto, o valor mínimo para a hora trabalhada seria calculado proporcionalmente ao salário mínimo ou ao piso da categoria do trabalhador, com base na jornada máxima de 44 horas semanais prevista atualmente na Constituição.

Na Câmara, a oposição defendeu proposta semelhante, que não avançou. Integrantes do grupo foram contra a PEC do fim da escala 6x1, defendida pelo governo e avalizada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto teve amplo apoio e seguirá agora para análise dos senadores.

Para a PEC do fim da 6x1 avançar no Senado, Hugo Motta já sinalizou que atuará para garantir a interlocução entre Alcolumbre e o governo. Ele afirmou nesta quinta ter "plena convicção de que a PEC andará no Senado" e que o presidente da Casa "com certeza dará a tramitação correta".