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Arlindo Cruz: quem são os herdeiros dos direitos autorais do sambista

Cantor e compositor registrou centenas de músicas durante sua carreira, antes de morrer aos 66 anos

Giovana Christ, da CNN
Sambista Arlindo Cruz registrou 1844 fonogramas e 847 composições em sua carreira
Sambista Arlindo Cruz registrou 1844 fonogramas e 847 composições em sua carreira  • Globo/Divulgação
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O cantor Arlindo Cruz, que morreu aos 66 anos na última sexta-feira (8), teve uma carreira marcada por sucessos tanto interpretados por ele quanto compostos para outros artistas.

De acordo com o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), durante sua trajetória o sambista registrou 1.844 fonogramas e 847 composições. Entre elas estão os hits "Bagaço da Laranja" (com Zeca Pagodinho), "Meu Lugar" (com Mauro Diniz) e "O Show Tem Que Continuar" (com Sombrinha e Luiz Carlos da Vila).

Como determina a Lei dos Direitos Autorais brasileira (9610/98), os herdeiros de Arlindo Cruz receberão rendimentos em direitos de suas músicas tocadas no Brasil por 70 anos após sua morte (ou de autores parceiros, no caso de canções feitas em parceria).

Um dos maiores nomes do samba e do pagode brasileiro que integrou o grupo Fundo de Quintal deixou dois filhos, Flora e Arlindinho, do relacionamento com Babi Cruz — com quem estava desde 1986.

Morte do sambista

Arlindo Cruz passou por diversos tratamentos após sofrer um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico, em 2017.

No momento de sua morte, o sambista estava internado para tratar uma infecção contraída após meses hospitalizado para tratar um quadro de derrame pleural. Ele estava com a saúde debilitada e nos últimos dias recebia cuidados da equipe médica e da família.

Além das sequelas do AVC, Arlindo era portador de uma doença autoimune, era traqueostomizado e tinha gastrostomia (GTT), ou seja, usava uma sonda alimentar.

*Com informações de Nicoly Bastos, da CNN

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