Ex-BBB Pedro Espindola é hospitalizado novamente; entenda quadro clínico

Ex-participante do reality foi internado em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em Curitiba (PR)

Ingrid Oliveira, colaboração para a CNN Brasil
Compartilhar matéria

O ex-BBB 26 Pedro Henrique Espíndola voltou a ser internado, em decorrência de novos episódios psicóticos em casa, na noite de segunda-feira (30).

O ex-participante do reality estava internado desde o dia 21 de janeiro, três dias após desistir de participar do programa e ser acusado de importunação sexual, mas recebeu alta no dia 16 de março.

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, a defesa de Pedro Henrique, representada pela advogada Niva Castro, considerou a alta do brother “precoce”.

Segundo representantes, o ex-BBB tem o diagnóstico de bipolaridade de ciclagem rápida.

O que aconteceu

Pedro esteve internado em uma clínica psiquiátrica desde que deixou o BBB, contudo, recebeu alta no dia 16 de março. Na última semana, o brother se envolveu em uma confusão dentro de uma barbearia.

Já na segunda-feira (30) conforme os advogados disseram em entrevista à CNN Brasil, ele teve um surto psicótico em casa e a polícia militar foi acionada duas vezes. Pedro chegou a tentar suicídio e conseguiu ser contido.

Representantes informaram à CNN que, posteriormente, o ex-brother foi conduzido de ambulância para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), em Curitiba, Paraná, para avaliação, sob os cuidados da psiquiatra Natacia Brasil, e aguarda transferência para clínica psiquiátrica.

“Não sabemos quanto tempo pode durar a internação, porque todo tratamento está sendo feito via SUS [Sistema Único de Saúde], acompanhado pela doutora Natacia Brasil”, disseram os representantes.

O que é transtorno bipolar?

O transtorno bipolar é uma manifestação de humor caracterizada pela alternância de episódios de depressão, hipomania e mania.

São reconhecidas no transtorno bipolar oscilações significativas de humor, com episódios depressivos alternando com episódios de euforia ou irritabilidade, também chamados de mania, se mais intensos, ou hipomania.

Na fase maníaca ou eufórica, o paciente pode apresentar agitação, irritação ou euforia; agressividade e hostilidade; pensamento, fala e movimentação acelerados; impulsividade e redução na capacidade de planejamento e avaliação de risco; sensação de grandiosidade e autoestima elevada; sensação de muita energia e pouca necessidade de dormir.

Já na fase depressiva, há sinais de tristeza profunda e desesperança, desânimo ou cansaço, além da perda de interesse, de prazer e de motivação ou ideias sobre morte e suicídio.

O acompanhamento psiquiátrico é essencial para avaliar cada caso e indicar o uso adequado de medicamentos, que ajudam a estabilizar o humor e reduzir a frequência e a intensidade das crises. "O suporte psicológico também desempenha um papel importante, auxiliando na compreensão dos próprios padrões emocionais, no desenvolvimento de estratégias para lidar com as dificuldades e na melhoria das relações interpessoais", diz o psiquiatra Rubens de Campos Filho.

Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, pensamentos suicidas ou depressão, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Não hesite em buscar esse suporte.

*Com informações de Fernanda Pinotti, da CNN Brasil

Acompanhe Entretenimento nas Redes Sociais