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    Caio Blat e Luisa Arraes voltam ao universo de “Grande Sertão” em nova adaptação

    Casal estrelou peça e filme de Bia Lessa do clássico de Guimarães Rosa e agora protagoniza a versão de Guel Arraes

    Luisa Arraes e Caio em "Grande Sertão"
    Luisa Arraes e Caio em "Grande Sertão" Helena Barreto

    Marina Toledoda CNN

    em São Paulo

    Em 2017, Caio Blat, 44, e Luisa Arraes, 30, estrearam a peça “Grande Sertão: Veredas”, de Bia Lessa. O espetáculo rodou o Brasil por dois anos. Em 2023, a diretora lançou uma nova adaptação da obra de Guimarães Rosa, dessa vez nos cinemas, intitulada “O Diabo na Rua, no Meio do Redemunho”. Agora, o casal acaba de lançar “Grande Sertão”, filme escrito e dirigido por Guel Arraes.

    Nas produções de Bia Lessa, eles interpretam o mesmo personagem, Riobaldo, em fases diferentes. Já na versão do cineasta pernambucano, Blat volta a viver o personagem e Luisa dá vida a Diadorim.

    Apesar de viver o mesmo personagem nas três adaptações, o ator afirmou à CNN que o Riobaldo do teatro não têm semelhanças com o de Guel Arraes.

    “Não consigo nem relacionar eles. São dois personagens totalmente diferentes. O personagem da peça é uma pesquisa, uma viagem, uma experiência, um mergulho. A gente estava submerso no grande sertão e de repente a gente começa um trabalho do 0, a partir de outro universo, outra linguagem, outra realidade. Então eu nunca imaginei esse Riobaldo jovem, dando aula para crianças. É uma redescoberta. São dois caras que nem se conhecem”, disse.

    O diretor conhecido por seus trabalhos em “O Auto da Compadecida” (2000) e “Lisbela e o Prisioneiro” (2003) disse que a Blat e Luisa, além de protagonizar “Grande Sertão”, “agregaram muito” na construção do filme.

    “A gente estava, igual aos outros, partindo do zero, mas como tínhamos essa bagagem de estar com esse texto há tanto tempo, também brincamos de ser assistentes, digamos assim, de colocar pilha no próprio grupo”, disse Luisa em entrevista à CNN.

    Blat contou que a proposta era trazer o tom do teatro para a película, levando os telespectadores ao “sublime, fantasioso e inesperado” e os distanciando da realidade.

    “A gente não queria fazer um filme de tom realista e abaixar o tom dessa prosódia de Guimarães, dessa tragédia. Muitos atores estão acostumados em fazer filmes em que você tenta trazer para a realidade e a gente queria que ninguém trouxesse para a realidade. A gente trouxe um pouco do teatro esse tom épico que o filme precisava”, explicou.

    Arraes escreveu o roteiro de “Grande Sertão” ao lado de Jorge Furtado (“Ilha das Flores” e “O Homem Que Copiava”). A trama transpõe o universo da violência dos jagunços do sertão para o território das organizações criminosas de uma periferia urbana, cercada por muros gigantescos, em um tempo indeterminado e segue a trajetória de Riobaldo, professor que ingressou no bando por amor a Diadorim, um dos bandidos.

    Nomes como Rodrigo Lombardi, Luís MirandaEduardo Sterblitch, Mariana Nunes e Luellem de Castro também compõem o elenco. O filme chega aos cinemas nesta quinta-feira (6).

    Assista ao trailer de Grande Sertão

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