#CNNPop

"Caso Eloá - Refém ao Vivo": por que Lindemberg não aparece no documentário

Produção sobre o crime que parou o Brasil por dias em 2008 chegou à Netflix nesta semana

Marina Toledo, da CNN Brasil
Lindemberg quando foi capturado pela polícia após matar Eloá  • Divulgação/Netflix
Compartilhar matéria

O documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo" estreou no dia 12 de novembro na Netflix e já ocupa o primeiro lugar entre os filmes mais vistos na plataforma nesta semana.

O título traz entrevistas inéditas com autoridades e jornalistas envolvidos no caso, além dos pais, irmãos e amigos da jovem de 15 anos que foi sequestrada e assassinada pelo ex-namorado, Lindemberg.

Em material concedido com exclusividade à CNN, a produtora Veronica Stumpf revelou por que o autor do crime não aparece na produção.

"Eu nunca quis dar voz ao assassino. Eu acho que nada que esse rapaz tenha pra falar possa interessar a qualquer pessoa. Eu acho que já deram voz pra ele durante o crime, o julgamento, ele toda a plateia possível", explicou.

"Esse documentário é sobre a Eloá, sobre a história dela, sobre a negligência que foi feita com ela, sobre os erros da mídia, da polícia, de nós como sociedade. É muito maluco pensar como ele foi apresentado como um garoto apaixonado, sem passagem pela polícia, um rapaz trabalhador", completou.

Relembre o caso

O sequestro de Eloá Pimentel, de 15 anos, pelo ex-namorado Lindemberg Alves, de 22 à época, comoveu o país e foi transmitido em tempo real por diversos canais de televisão em 2008. Foram 100 horas de negociações com a polícia, acompanhadas por depoimentos de vizinhos, especulações sobre as motivações do crime, tensão pelo desfecho e até entrevista com o próprio sequestrador. Um enredo que levantou debates e transformou o caso em um dos episódios de cárcere privado mais emblemáticos da história do Brasil.

Assista ao trailer de "Caso Eloá: Refém ao Vivo"

Veja também: o que chega aos streamings em novembro

Acompanhe Entretenimento nas Redes Sociais