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"Caso Eloá: Refém ao Vivo": por que Nayara não foi entrevistada?

Produtora do documentário da Netflix explicou a ausência da jovem que também foi mantida em cárcere

Marina Toledo, da CNN Brasil
Nayara após deixar o cárcere privado  • Divulgação/Netflix
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Uma das sobreviventes do caso que parou o Brasil em 2008 -- o sequestro e assassinato de Eloá -- não deu entrevista para o documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo", que estreou no último dia 12 na Netflix. Nayara esteve em cárcere privado junto com a amiga Eloá, mas deixou o local viva.

Em material concedido com exclusividade à CNN, a produtora Veronica Stumpf revelou por que Nayara não participou do projeto.

"Ela foi irredutível. Ela não quer mais ser associada a esse crime, nem reviver a história que, para ela, traz muitas lembranças negativas e muitos gatilhos emocionais", explicou.

A produção traz entrevistas inéditas com autoridades e jornalistas envolvidos no caso, além dos pais, irmãos e amigos da jovem de 15 anos que foi sequestrada e assassinada pelo ex-namorado, Lindemberg.

Relembre o caso

O sequestro de Eloá Pimentel, de 15 anos, pelo ex-namorado Lindemberg Alves, de 22 à época, comoveu o país e foi transmitido em tempo real por diversos canais de televisão em 2008. Foram 100 horas de negociações com a polícia, acompanhadas por depoimentos de vizinhos, especulações sobre as motivações do crime, tensão pelo desfecho e até entrevista com o próprio sequestrador. Um enredo que levantou debates e transformou o caso em um dos episódios de cárcere privado mais emblemáticos da história do Brasil.

Assista ao trailer de "Caso Eloá: Refém ao Vivo"

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