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    “Central do Brasil”: relembre a história do filme brasileiro indicado ao Oscar

    Clássico do cinema nacional com Fernanda Montenegro levou o país ao Oscar e ao Globo de Ouro de 1999

    Trama gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para pessoas analfabetas na Estação Central do Brasil, no RJ
    Trama gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para pessoas analfabetas na Estação Central do Brasil, no RJ Reprodução

    Giovana Christda CNN

    Central do Brasil“, filme brasileiro de 1998 dirigido por Walter Salles, tornou-se um clássico do cinema nacional e recebeu indicações e prêmios em concursos como o Oscar, Bafta, César e Globo de Ouro.

    O elenco do longa, com Fernanda Montenegro, Marília Pêra e Matheus Nachtergaele, também foi alvo de reconhecimento da crítica no circuito internacional e nacional. Entre os roteiristas esteve João Emanuel Carneiro, responsável pelas novelas “Da Cor do Pecado”, “Cobras & Lagartos” e “A Favorita”.

    “O recomeço do cinema, naquele momento, foi marcado pelo desejo de reencontrar um reflexo brasileiro na tela, de dar voz a um não dito que estava represado. As cartas que pontuam o filme respondem a essa percepção. A busca de Josué pelo pai é também a busca por um país. Já a trajetória de Dora no filme é claramente um processo de ressensibilização, após 25 anos de ditadura militar e dos anos Collor”, comentou Walter Salles sobre o filme em entrevista à Folha de S.Paulo em 2018.

    Enredo

    A trama gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para pessoas analfabetas na Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Entretanto, ela perde frequentemente a paciência com seus clientes e não envia as cartas que escreve, colocando-as em uma gaveta ou rasgando.

    Nesta função conhece Josué (Vinicius de Oliveira), cuja mãe contratou os serviços de Dora para procurar o pai do menino. Ao sair da estação, a mulher é atropelada e morre, deixando a criança sozinha. Dora, então, resolve ajudar Josué a encontrar seu pai, partindo com ele em uma aventura para o interior do nordeste.

    A história foi inspirada em Socorro Nobre, uma ex-presidiária que escrevia cartas para presas analfabetas enquanto estava encarcerada. Sua história foi contada a Walter Salles por um artista amigo em comum, o inspirando para criar o filme.

    Elenco

    Dora, a protagonista, foi interpretada por Fernanda Montenegro e Josué, o menino, por Vinícius de Oliveira. Além deles, estão na lista de atores Marília Pêra como Irene; Othon Bastos como César; Matheus Nachtergaele como Isaías de Paiva; Caio Junqueira como Moisés de Paiva; Otávio Augusto como Pedrão; Stella Freitas como Yolanda; Soia Lira como Ana Fontenele; Harildo Deda como Bené; e Berto Filho como Romeiro.

    Refletindo sobre o significado de sua participação no filme, Montenegro falou em entrevista para o Canal Brasil: “fiz esse filme onde a mulher tem uma posição muito presente e consequente no desenvolver do roteiro e da qualidade humanista e social do ser mulher”.

    E completou: “Esse é um personagem lindo, porque eu sou do tempo em que ser normalista, para mulher, era um ato de grande afirmação social, do feminino. É um personagem muito rico”.

    Premiações

    Foi indicada ao Oscar nas categorias de “Melhor filme estrangeiro” e “Melhor atriz”, para Fernanda Montenegro. No Globo de Ouro, venceu como “Melhor filme estrangeiro” e recebeu a indicação em “Melhor atriz em filme dramático”, também para a atriz.

    Além disso, ganhou o reconhecimento no Bafta (British Academy Film Awards) como “Melhor filme estrangeiro” e o “Urso de Ouro” e “Urso de Prata”, para Montenegro no Festival de Berlim.

    Ao todo, “Central do Brasil” recebeu 17 prêmios em 16 eventos, sendo sete para a protagonista.

    Onde assistir

    “Central do Brasil” está disponível no Globoplay, na Apple TV, no Prime Video e no Google Play Filmes.

    Filme com Adam Sandler inspirou produção de “Divertida Mente”