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    “Deus me humilhando agora”, diz Kanye West sobre a repercussão de seus comentários

    Rapper respondeu a uma multidão de fotógrafos e espectadores que o aguardavam na saída de um prédio

    Dan Hechingda CNN

    Após uma semana de consequências financeiras após comentários antissemitas nas mídias sociais e em entrevistas, Kanye West falou sobre seus comentários, entre eles o que ele disse sobre George Floyd e o Black Lives Matter.

    Em um vídeo de 16 minutos compartilhado pela WmgLab Records no YouTube no sábado (29) e aparentemente gravado em algum momento depois que a Adidas encerrou seu relacionamento comercial com West na terça-feira (25), o artista parece se dirigir a uma multidão de paparazzi e espectadores reunidos do lado de fora de um prédio quando ele sai.

    “Acho que a Adidas sentiu que, porque todo mundo estava se juntando sobre mim, eles tinham o direito de apenas pegar meus designs”, disse o rapper.

    “Sinto que isso é Deus me humilhando agora”, continuou ele. “Porque há duas coisas que estão acontecendo. Muitas vezes, quando eu dizia ‘sou o homem negro mais rico’, seria uma defesa que eu usaria para uma conversa sobre saúde mental. …O que está acontecendo agora é que estou sendo humilhado”, afirmou.

    Kanye passou a comentar a reação sobre sua sugestão em uma recente entrevista em um podcast de que a morte de George Floyd foi causada pelo uso de fentanil.

    “Quando a ideia do Black Lives Matter surgiu, nos uniu como povo”, disse ele. “Então, eu disse isso e questionei a morte de George Floyd, machucou meu povo. Isso machucou o povo negro. Então, quero me desculpar por machucá-los [sic] porque agora Deus me mostrou pelo que a Adidas está fazendo e pelo que a mídia está fazendo, sei como é ter um joelho no meu pescoço agora. Então eu agradeço a você, Deus por me humilhar e me deixar saber como realmente me senti. Porque como um homem negro mais rico poderia ser humilhado além de não ser um bilionário na frente de todos por causa de um comentário?”

    O rapper também falou sobre sua “exaustão” causada pela reação a ele usar um chapéu MAGA (sigla em inglês de Make America Great Again ou Faça a América grande de novo) que foi ‘diagnosticado erroneamente’ como um distúrbio de saúde mental e sua recusa em tomar a medicação.

    “Em um momento como esse, se eu estivesse tomando medicação agora, uma pílula poderia ter sido trocada eu teria sido um Michael Jackson ou Prince novamente”, disse Kanye.

    Ele também se comparou a Emmett Till , que foi brutalmente linchado em 1955 aos 14 anos, e disse que às vezes se sentiu como Malcom X e Martin Luther King Jr.

    “Só não estou preocupado. Ponto final”, disse em resposta a alguém que estava entre as pessoas que perguntou se ele estava preocupado por ter arruinado seu legado. “Deus está vivo”, declarou o rapper.

    Manifestantes antissemitas fizeram referência a West em cartazes em Los Angeles no fim de semana passado e em Jacksonville, Flórida, neste último fim de semana. No vídeo, Kanye não se desculpou por seus comentários antissemitas, mas parecia tentar se distanciar de qualquer “grupo de ódio”.

    “Não tenho associação com nenhum grupo de ódio”, disse Kanye. “Se algum ódio acontecer a qualquer judeu, não está associado [ele gesticula para si mesmo] porque estou exigindo que todos andem no amor”, disse o rapper.