"Dona de Mim": Filipa é diagnosticada com bipolaridade; entenda transtorno
Personagem passou em consulta com um especialista após sofrer um novo surto

Após sofrer um novo surto em "Dona de Mim", Filipa (Cláudia Abreu) passou por uma consulta com um psiquiatra e recebeu o diagnóstico de transtorno bipolar.
A personagem já passou por diversas mudanças de humor bruscas, mas acreditava que esses episódios eram apenas parte de sua personalidade. Após ser diagnosticada como bipolar, Filipa poderá dar início ao tratamento adequado para controlar o transtorno e suas manifestações.
Recentemente, a atriz Linda Hamilton, 68, – famosa por sua atuação em "O Exterminador do Futuro" (1984) – falou sobre sua longa batalha contra o transtorno bipolar. Ela disse finalmente ter encontrado uma maneira de lidar com a condição, mas conta que gastou centenas de milhares de dólares ao longo de mais de 40 anos para aprender a conviver com sua bipolaridade.
Linda disse que foi um “desastre total” durante a maior parte de sua vida e incentivou quem sofre com problemas de saúde mental a não desistir.
O que é o transtorno bipolar e como ele se manifesta
O transtorno bipolar é uma manifestação de humor caracterizada pela alternância de episódios de depressão, hipomania e mania. A doença crônica pode trazer sofrimento, afetando negativamente a vida dos pacientes em diversas áreas, em especial no trabalho, no lazer e nos relacionamentos interpessoais.
Embora as causas do transtorno bipolar sejam desconhecidas, hipóteses apontam o envolvimento de fatores genéticos, biológicos e psicossociais, como eventos adversos e traumáticos ao longo da vida.
São reconhecidas no transtorno bipolar oscilações significativas de humor, com episódios depressivos alternando com episódios de euforia ou irritabilidade, também chamados de mania, se mais intensos, ou hipomania.
Na fase maníaca ou eufórica, o paciente pode apresentar agitação, irritação ou euforia; agressividade e hostilidade; pensamento, fala e movimentação acelerados; impulsividade e redução na capacidade de planejamento e avaliação de risco; sensação de grandiosidade e autoestima elevada; sensação de muita energia e pouca necessidade de dormir.
Já na fase depressiva, há sinais de tristeza profunda e desesperança, desânimo ou cansaço, além da perda de interesse, de prazer e de motivação ou ideias sobre morte e suicídio.
O diagnóstico do transtorno bipolar é clínico, feito a partir da história do paciente e de seus sinais e sintomas referidos e observados nas avaliações nas consultas. Não há exames que diagnostiquem o transtorno, ainda que alguns instrumentos possam ser um auxílio à entrevista clínica.
*Com informações de Lucas Rocha


