Como identificar sintomas de esgotamento mental

Lista inclui sinais como dores de cabeça e pelo corpo, falta de concentração, distúrbios do sono e irritabilidade excessiva

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A sensação de exaustão ou falta de energia pode atingir pessoas de qualquer idade. O fenômeno é mais comum entre adultos, especialmente no contexto do ambiente de trabalho. Os sintomas de que a saúde mental não vai bem são diversos e podem variar de uma pessoa para outra.

Na edição desta quarta-feira (6) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como identificar sinais de esgotamento mental que podem indicar a necessidade de ajuda especializada.

A lista inclui sintomas como dores de cabeça e pelo corpo, falta de concentração, distúrbios do sono e irritabilidade excessiva. O neurocirurgião explica que, embora a dor de cabeça seja considerada um sintoma genérico na medicina, fruto de problemas como estresse ou infecções, quando ela acontece de maneira recorrente, pode estar associada à exaustão mental.

Pessoas que sentem dores generalizadas pelo corpo, sem causa aparente, também podem ser vítimas do esgotamento. O cansaço extremo também reflete em falta de concentração, relacionada a alterações no desempenho cognitivo, além de trazer impactos para o sono, seja na insônia durante à noite ou no excesso de sono durante o dia.

Sinais que podem indicar problemas na saúde mental

O corpo humano funciona de acordo com um relógio biológico interno que regula as atividades e os processos fisiológicos do organismo em um ciclo de 24 horas, chamado ritmo circadiano. Gomes recomenda atenção a mudanças nessa rotina que podem impactar negativamente na energia ao longo do dia.

Segundo o especialista, mudanças no estilo de vida como a alimentação em horários regulares e a prática de atividade física moderada podem contribuir para minimizar os impactos do esgotamento mental.

“Quando a gente faz atividade física, o gasto calórico relacionado ao trabalho muscular pode entrar em sincronia com a nossa preocupação e nosso gasto relacionado com a nossa concentração mental. Isso faz com que esse balanço seja mais equilibrado”, diz.

OMS reconhece síndrome de Burnout como fenômeno ocupacional

Neste ano, a síndrome de Burnout passou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A mudança faz parte da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11) que entrou em vigência em janeiro.

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi adequadamente administrado”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. A segunda são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. A terceira é a sensação de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente vinculado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida dos indivíduos.

(Com informações da Agência Brasil)

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