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    “Einstein e a Bomba”: conheça o novo documentário da Netflix

    Longa explica envolvimento indireto do cientista com a criação da bomba atômica e usa as palavras de Einstein em discursos, cartas e entrevistas da vida real para compor os diálogos

    Aidan McArdle como Albert Einstein em "Einstein e a Bomba"
    Aidan McArdle como Albert Einstein em "Einstein e a Bomba" Cortesia da Netflix

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    O documentário “Einstein e a Bomba”, que chegou à Netflix nesta sexta-feira (16), retrata o período da vida do cientista no qual ele foi obrigado a abandonar a Alemanha por conta do avanço do nazismo.

    Produzido pela BBC Studios, o longa usa apenas as palavras de Einstein em discursos, cartas e entrevistas da vida real para compor os diálogos da trama e expor um período de sua vida menos conhecido.

    Em 1933, Albert Einstein já era o cientista mais famoso do mundo, mas mesmo assim se viu ameaçado pela perseguição sistemática de judeus que começava em seu país. Ele decide se refugiar, então, em uma cabana no campo de Norfolk, na Inglaterra.

    É durante sua condição de refugiado, na qual o cientista está inserido entre a Europa e os Estados Unidos, com o mundo à beira de uma guerra, que Einstein se envolve indiretamente com a invenção da bomba atômica.

    A relação do cientista com o Projeto Manhattan e com o criador da bomba, Robert Oppenheimer, já foi abordada pelo filme de Christopher Nolan “Oppenheimer”.

    O documentário aprofunda as razões e os arrependimentos de Einstein na época, em uma mescla de imagens de arquivo e recriações.

    A carta assinada por Einstein

    A beira da Segunda Guerra, a descoberta da divisão do átomo fez com que a comunidade científica percebesse o potencial devastador da tecnologia nuclear.

    “Einstein e a Bomba” conta história do envolvimento indireto do cientista com a criação da bomba atômica. / Cortesia da Netflix

    Em 1938, Albert Einstein e Leo Szilard, um físico húngaro radicado na Alemanha, enviaram uma carta ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, para alertar sobre o potencial militar dessa descoberta e a possibilidade de que a Alemanha nazista conseguisse desenvolver uma bomba atômica.

    Os dois cientistas haviam saído da Alemanha após a ascensão do nazismo e atualmente trabalhavam em universidades americanas. Seu alerta fez com que o governo americano tomasse medidas: em outubro do mesmo ano, os Estados Unidos passou a destinar os primeiros fundos para pesquisas nucleares com fins militares.

    Tais pesquisas dariam origem ao Projeto Manhattan e, consequentemente, à devastação de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, matando mais de 110.000 pessoas.