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    Entenda como é cirurgia que Preta Gil passará para retirada de tumor no intestino

    Cantora está internada desde o último domingo (13) para a retirada de um tumor no intestino

    Preta Gil realiza tratamento contra um câncer no intestino
    Preta Gil realiza tratamento contra um câncer no intestino Reprodução/Instagram

    Lyncon Pradellacolaboração para a CNN

    Florianópolis

    A cantora Preta Gil, de 49 anos, deu entrada no Hospital Sírio-Libanês no último domingo (13) para se preparar para a retirada do tumor identificado em seu intestino, que ocorrerá nesta quarta-feira (16).

    Em seu Instagram, Preta atualizou os fãs sobre sua rotina pré-operatória, que inclui uma colonoscopia completa. A artista falou sobre o exame que pode prevenir e diagnosticar a patologia.

    “Colonoscopia é um exame que visualiza o intestino grosso até chegar ao delgado. É recomendado em caso de sintomas como sangramento nas fezes, diarreia, intestino preso e dor abdominal. Para a população sem sintomas, o ideal é fazer o exame a partir dos 45 anos e repeti-lo a cada 10 anos”, disse a cantora.

    À CNN, a médica Luiza Dib, oncologista e Coordenadora da Pesquisa Clínica do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, detalhou como o tumor de intestino se desenvolve no corpo e como é feito a cirurgia para sua retirada.

    Segundo médica, os tumores no intestino são originados de pólipos, lesões benignas que não dão sintomas aos pacientes, mas que ainda assim precisam de prevenção.

    “A recomendação atual é que todo adulto acima de 45 anos comece os exames de rastreio, porque, de fato, queremos prevenir o tumor de intestino”, afirmou a especialista.

    “Se eu encontro um pólipo em um exame de colonoscopia e retiro esse pólipo, essa lesão não vai virar um tumor no futuro”, acrescentou.

    Os pólipos no corpo de Preta Gil evoluíram para um adenocarcinoma, tumor maligno que pode acometer vários segmentos do trato digestivo, incluindo a parte final do intestino.

    Como é a cirurgia

    Existem duas opções de cirurgia para a retirada do tumor no intestino, também conhecido como câncer de cólon, em estágio avançado.

    “A cirurgia pode ser feita por via tradicional, que chamamos de via aberta, aquela que possui cortes, mas cada vez mais é utilizada a videolaparoscopia, cirurgia feita por vídeo e em alguns casos recebe até auxílio de robô”, explicou Dib.

    Ainda conforme a especialista, o procedimento realizado por vídeo possui uma vantagem perante a tradicional.

    “A vantagem da operação por vídeo é uma recuperação mais rápida do paciente, já que as incisões cirúrgicas são feitas com cortes pequenos”, completou.

    Pós-operatório

    Uma das principais dúvidas sobre as cirurgias recaem justamente sobre o pós-operatório e a recuperação do paciente.

    Conforme a médica informou, as condições pós-operatórias deste tipo de cirurgia costumam ser favoráveis aos pacientes, mesmo que haja limitações e adaptações.

    “O paciente se recupera em poucos dias. O trânsito do intestino pode sofrer alteração de uma cirurgia como essa, então, em casos que o paciente usa a bolsa de colostomia, existe uma adaptação. Ele precisa aprender a como esvaziar, saber em quanto tempo essa bolsa deve ser trocada”, explicou.

    Por fim, a especialista ressaltou que o procedimento tem como propósito ressecar o tumor por inteiro, mas que em casos no intestino, parte do órgão precisa ser removido.

    “[Por ter a necessidade de remover parte do intestino] É que a gente indica cirurgia nos casos que sabemos que o tumor tem chance de ser removido completamente”, finalizou a oncologista.