Entre atrasos e homenagens, 1º dia do grupo especial leva samba de volta ao Anhembi

Com atrasos e alguns problemas técnicos, sete escolas se apresentaram no sambódromo após dois anos

Tiago TortellaDouglas Portoda CNN

São Paulo

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O primeiro dia de desfiles do grupo especial de Escolas de Samba de São Paulo foi marcado por atrasos e alguns problemas técnicos. Mesmo assim, isso em nada impediu que a alegria e o samba voltassem ao Sambódromo do Anhembi após dois anos de pausa devido à pandemia de Covid-19.

A primeira escola a desfilar foi a Tucuruvi, com o enredo “Carnavais… De lá pra cá, o que mudou? Daqui pra lá, o que será?”. O desfile marcou o retorno da escola para o grupo especial, após ser desclassificada em 2019.

Em seguida, veio a Colorado do Brás, com uma homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus, e o enredo “Carolina – A Cinderela Negra do Canindé”.

A Mancha Verde assumiu, então, a avenida. Com o samba-enredo “Planeta Água”, a escola ganhou as arquibancadas, que cantaram forte junto aos intérpretes.

Antes de iniciar seu desfile, a atual vice-campeã do Carnaval paulistano teve um susto. Parte do braço de uma das alegorias do abre-alas quebrou. Isso fez com que a escola entrasse na avenida com o cronômetro já marcando quatro minutos.

Mesmo assim, os integrantes da escola conseguiram achar uma solução para o problema, consertando o carro e terminando o desfile dentro do tempo permitido de 65 minutos.

A Tom Maior chegou para homenagear o Nordeste brasileiro com uma versão da história “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. A lenda popular diz que o autor se inspirou na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, para a obra.

Um dos maiores problemas da noite aconteceu logo após o desfile da escola. O último carro da agremiação derramou óleo na avenida, o que demandou uma limpeza mais cuidadosa das equipes da prefeitura e aumentou ainda mais o atraso.

Após um grande período de espera, a Vila Maria adentrou o Anhembi com uma viagem pelas civilizações, retratando o tempo de trevas do Império Romano, que, em uma luta pelo poder absoluto, promove guerras com o sofrimento do povo.

A Acadêmicos do Tatuapé também foi impactada pelo atraso da limpeza da pista. Perto do amanhecer, a escola deu início ao seu desfile. Aconteceu então, mais um problema na noite de samba.

Um dos carros alegóricos emperrou e só saiu do lugar com ajuda de dezenas de integrantes da Tatuapé e até de um trator. Os torcedores e integrantes da comunidade azul e branca nas arquibancadas ficaram aflitos com a situação.

Porém, a escola também superou as adversidades e terminou o desfile dentro do tempo permitido.

Para fechar o primeiro dia de apresentações do grupo especial no Anhembi, e já com o sol raiando, a Dragões da Real apostou em um samba-enredo em homenagem a Adoniran Barbosa, um dos principais nomes do samba brasileiro.

Uma das porta-bandeiras da escola passou mal perto dos 30 minutos de desfile e teve que ser retirada.

O segundo dia de desfiles na capital paulista terá a volta da maior campeã do Carnaval da cidade à elite, a Vai-Vai. Além disso, a última vencedora, a Águia de Ouro, se junta a Gaviões da Fiel, Mocidade Alegre, Barroca Zona Sul, Rosas de Ouro e Império Casa Verde. O evento está marcado para começar às 22h30. Conheça mais sobre os enredos das escolas paulistanas.

Protocolos sanitários

Para a entrada no evento, a Prefeitura de São Paulo exige o passaporte vacinal, com ao menos duas doses; disponibilização de álcool em gel para higienização das mãos; medidas para adequação do ar em ambientes fechados, que sejam climatizados ou não, para minimização dos riscos de infecção.

Ainda solicitam o maior número possível de acessos de entradas e saídas de público, para que ocorram de maneira escalonada, sem provocar demais aglomerações.

Conforme adiantado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB)em entrevista à CNN, em 17 de março, os componentes estão dispensados da utilização de máscaras.

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