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    Ezra Miller, brigas internas, Superman de bigode: as polêmicas nos filmes da DC

    Comportamento de ator de "The Flash" são apenas algumas das polêmicas que permeiam filmes da marca

    Depois de episódios de violência, Ezra Miller se comprometeu a buscar ajuda e manteve o papel como protagonista de The Flash
    Depois de episódios de violência, Ezra Miller se comprometeu a buscar ajuda e manteve o papel como protagonista de The Flash Divulgação

    Rafael Farias Teixeiracolaboração para a CNN

    São Paulo

    Com a chegada de “The Flash” aos cinemas, com estreia no Brasil nesta quinta-feira (15) a atenção dos espectadores se volta mais uma vez às polêmicas que rondam os filmes inspirados nas histórias em quadrinhos da DC Comics e que incluem o protagonista do longa, Ezra Miller.

    Em março de 2022, o ator foi preso em Hilo, no Havaí, e acusado de conduta desordeira e assédio após um incidente em um bar, de acordo com o Departamento de Polícia do Condado do Havaí. O ator não contestou e foi multado em US$ 500 (R$ 2.406, aproximadamente) pela acusação de má conduta, a de assédio foi retirada.

    Mais cedo naquele mesmo dia, Miller foi preso por agressão de segundo grau após um incidente em uma residência particular no distrito de Puna, perto da cidade de Pāhoa, de acordo com o Departamento de Polícia do Havaí.

    Em junho de 2022, uma ordem de proteção foi movida contra Miller por Chase Iron Eyes e sua esposa Sara Jumping Eagle em Dakota do Norte, que o acusaram de abusar física e emocionalmente de sua filha, Tokata Iron Eyes.

    Esses episódios fizeram com que a situação do filme fosse questionada, com fãs pedindo a substituição de Miller. Meses depois, o ator fez um comunicado falando que estava buscando tratamento para questões relacionadas à saúde mental.

    As desculpas e a aparente boa resposta inicial a “The Flash” fizeram com que os executivos da Warner Bros. Discovery apoiassem a decisão de mantê-lo no papel do herói, desde que se mantenha longe de problemas e prossiga com seu tratamento de saúde mental, de acordo com a “Variety”.

    O atual co-presidente da DC Studios James Gunn, disse em uma publicação no Twitter, que é preciso aguardar para falar sobre o futuro de Miller.

    A DC coleciona uma lista de polêmicas e controvérsias dos filmes. Confira abaixo algumas das mais recentes:

    Jason Momoa, Gal Gadot, Ezra Miller, e Ray Fisher no filme “Liga da Justiça” (2017) / Divulgação/Warner Bros

    1. “Liga da Justiça”

    Talvez um dos maiores conflitos internos da DC Studios, o aguardado filme não só foi uma decepção para muitos fãs, mas foi repleto de problemas. Primeiro, o diretor original da, Zack Snyder, saiu do filme em maio de 2017, após a morte de sua filha, como reportado pelo “The Hollywood Reporter”, levando a DC e a Warner Bros. a contratarem Joss Whedon , da franquia de “Os Vingadores”, para terminar o longa.

    No entanto, Whedon foi acusado de comportamento abusivo no set de refilmagens do filme, movimento encabeçado pelo ator Ray Fisher, que interpreta Cyborg. Fãs inconformados ainda fizeram uma extensa campanha para conseguirem a versão final de Snyder, que foi liberada na HBO Max.

    2. Superman de bigode

    Os fãs também notaram que Henry Cavill estava estranho nas imagens de “Liga da Justiça”. O ator que, na época de regravações para o longa, usava um volumoso bigode para outro filme, “Missão: Impossível – Efeito Fallout’, não pôde raspá-lo por demanda da Paramount.

    Segundo o site da revista “Variety”,  a Warner Bros. teve que gastar US$ 25 milhões (R$ 125 milhões, aproximadamente) nas regravações e o episódio tomou conta das manchetes.

    3. Liderança desafiada

    No final de 2022, James Gunn e Peter Safran foram anunciados como co-CEOs e co-presidentes da DC Studios, supervisionando a produção de filmes, televisão e animação. Gunn, que ficou conhecido pelo sucesso de “Guardiões da Galáxia”, e, em sua conta do Twitter, não perdeu tempo e passou a dar declarações que deixaram fãs preocupados.

    O site IGN acrescenta que muito da resposta do público veio de rumores e ambos os presidentes trabalharam para tentar eliminar teorias falsas.

    Na época, Gunn usou seu Twitter novamente para comunicar: “Nossas escolhas para o DC são baseadas no que acreditamos ser o melhor para a história e o melhor para os personagens da DC que existem há quase 85 anos. Talvez essas escolhas sejam ótimas, talvez não, mas são feitas com sinceridade e integridade e sempre com a história em mente.”

    Batgirl não teve chance de ver a luz do dia, depois de ser cancelado pelos novos presidentes da DC Studios / Divulgação

    4.”Batgirl” na gaveta

    Uma das decisões mais polêmicas da dupla foi, de cara, não lançar o longa “Batgirl”, que já estava em pós-produção.

    “Eu vi o filme”, disse Safran na época para a “Variety”. “Há muitas pessoas incrivelmente talentosas na frente e atrás das câmeras naquele filme, mas não foi lançado. Acontece às vezes. Acho que [o CEO da Warner Discovery, David] Zaslav e a equipe tomaram uma decisão ousada e corajosa de cancelá-lo, porque isso prejudicaria a DC e as pessoas envolvidas”.

    5. “Shazam!” x “Adão Negro”

    Mesmo com a entrada de Gunn e Safran, a DC Studios já tinha produções prestes a serem lançadas como “Shazam!”, “Fúria dos Deuses”, protagonizada por Zachary Levi, e “Adão Negro”, encabeçada por Dwayne Johnson.

    Com os comentários de Gunn no Twitter sobre um possível reboot completo e a incerteza sobre os dois personagens, ambos foram às redes sociais defender seus filmes.

    Para completar, Levi compartilhou em seu Instagram uma notícia do “The Wrap” em que afirmava que Johnson teria tomado ações para diminuir a popularidade do personagem, proibindo determinadas cenas pós-créditos.

    Mesmo com as polêmicas, Johnson foi ao Twitter explicar que conversou com Gunn e afirmou que “Adão Negro” que o anti-herói não estaria no “primeiro capítulo da narrativa de Gunn e Safran”. Já Levi pediu aos fãs, em uma live do Instagram, que dessem chance para os dois fazerem algo especial, como reportado pelo site da “Variety”.