Famosos lamentam morte de Luis Gustavo e prestam homenagens; confira reações

Ator se consagrou interpretando personagens que marcaram gerações como Beto Rockfeller e Mário Fofoca

João de Marida CNN

Em São Paulo

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Famosos lamentaram a morte do ator Luis Gustavo em decorrência de câncer no intestino, neste domingo (19), e prestaram homenagens ao intérprete de personagens icônicos como Victor Valentim, Beto Rockfeller e Mário Fofoca.

“Eu imitava o Victor Valentim e o Mário Fofoca loucamente por causa dele. Luis Gustavo era popular e fez um sucesso arrebatador”, contou à CNN o ator Dan Stulbach, referindo-se a alguns dos personagens vividos pelo também ator e amigo.

Para o também ator e roteirista Miguel Falabella, Luis Gustavo foi o “galã” da sua infância e o eterno “Beto Rockfeller”. Ele usou as redes sociais para se despedir.

“O galã da minha infância o eterno Beto Rockfeller, deixou-nos órfãos de sua alegria e seu extraordinário talento. Meu amado Tatá, eu confesso que não estava preparado para me despedir de você. Sequer sonhava com esse momento, pois além de meu ídolo, você foi uma das melhores pessoas com quem tive a oportunidade de cruzar neste plano”, escreveu.

“Estou triste de não ter jeito. Tatá, que bom saber que estaremos para sempre juntos em alguma reprise no fim de noite! Muito obrigado pela amizade e pelas bolas certeiras que você deixava na cara do gol para que marcássemos o tento. Te amo para sempre!”, finalizou.

Também nas redes sociais, o diretor da TV Globo, José Bonifácio Brasil de Oliveira, mais conhecido como Boninho, lamentou a morte do ator.

“Nossa que notícia triste. Tatá você se foi nosso querido Luiz Gustavo. Meu carinho ao Cássio e Tato e a família. Que saudades”, escreveu.

Os apresentadores Ana Furtado e Otaviano Costa também disseram que sentirão falta de Luis Gustavo.

“Minha mãe era tão fã de um dos grandes personagens dele, o Mário Fofoca, que se eu tivesse nascido homem, iria me chamar Luis Gustavo. Tive o privilégio de conhecê-lo e compartilhar essa história com ele vida”, disse Ana Furtado.

“Perdemos o Luis Gustavo, o nosso Tata. Mas também junto com ele, perdemos o Beto Rockfeller, Mário Fofoca, Juca Pirama, Vavá, o cego Léo, Victor Valentim e tantos outros. A TV e todos nós sentiremos muito a sua falta! Descanse em paz”, escreveu Otaviano Costa.

Quem foi Luis Gustavo

Luis Gustavo foi diagnosticado com câncer no intestino em 2018, ano em que realizou seus últimos trabalhos em “Brasil a Bordo” e “Malhação: Vidas Brasileiras”, da TV Globo. Sua morte foi confirmada na tarde deste domingo pelo sobrinho do ator, Cassio Gabus Mendes, nas redes sociais.

Mas antes disso, o ator se consagrou interpretando personagens que marcaram gerações e serviram de inspiração.

Na novela “Elas por Elas”, de 1982, por exemplo, o personagem Mário Fofoca, um detetive cômico, desajeitado e com vários tiques nervosos, usando sempre um terno xadrez, fez sucesso entre o público.

Em “Ti-Ti-Ti”, de 1985, o ator viveu o estilista espanhol Victor Valentim, que se infiltrou no mundo da moda para revolucionar a alta costura.

Luis Gustavo também viveu Beto Rockfeller, de 1968, sucesso da extinta TV Tupi, e tio Vavá, no programa de humor da TV Globo “Sai de Baixo”.

O ator nasceu em Gotemburgo, na Suécia, em 2 de fevereiro de 1934. Antes de interpretar personagens no teatro e em novelas, ele trabalhou durante cinco anos atrás das câmeras: foi contrarregra, auxiliar de iluminação e cinegrafista.

No teleteatro TV de Vanguarda tornou-se assistente de direção e ganhou seu primeiro papel como ator na peça de teatro “Mas Não se Matam Cavalos”.

Depois disso, o “Tatá”, como era conhecido pelos mais íntimos, viveu diversos papéis na televisão e marcou gerações.

Luis Gustavo também participou de “Anjo Mau” e “Duas Vidas”, em 1976, “Te Contei?”, em 1978, “Elas por Elas”, em 1982, “Ti-Ti-Ti”, em 1985, “O Salvador da Pátria”, em 1989, “Mico Preto”, em 1990, “O Mapa da Mina”, em 1993, “O Beijo do Vampiro”, em 2002, seguido de “Começar de Novo”, em 2004, “O Profeta”, em 2006, “Três Irmãs”, em 2008″, “Cama de Gato”, em 2009, “A vida da gente”, em 2011, “Joia Rara”, em 2013, e “Êta Mundo Bom!”, em 2016.

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