Isadora Cruz diz ter honrado a ancestralidade com "Guerreiros do Sol"

À CNN, a atriz conta que o público tem sede de histórias de mulheres fortes como Rosa, sua protagonista na novela

Caroline Ferreira, da CNN
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No último mês, Isadora Cruz, 27, se despediu de Rosa, sua protagonista em “Guerreiros do Sol”, novela original do Globoplay, escrita por George Moura e Sergio Goldenberg. Ao longo de 45 capítulos, o público se debruçou a conhecer uma mulher forte, sonhadora e disponível a tudo para viver a própria autonomia diante do patriarcado que cercava o cangaço na década de 1920.

Em entrevista à CNN, a atriz afirma que o folhetim foi um épico brasileiro, ao contar a história do país sob a visão de um movimento que não aconteceu em nenhum outro lugar do mundo.

Ainda que a trama fosse livremente inspirada em Lampião e Maria Bonita, segundo Isadora, um dos pontos mais incríveis ao estrelar a obra foi a possibilidade de reescrever, de maneira mais inspiradora e poética, uma história difícil e sofrida, passando uma mensagem de empoderamento feminino, luta das mulheres por liberdade e sororidade.

“Maria Bonita foi um mito. Mas, ela, na verdade, nunca deu um tiro. Então, a Rosa foi mais baseada na cangaceira Dadá, que realmente ia para frente de guerra e lutava. Eu acho bonito porque, naquela época, Maria Bonita se via como superior às outras mulheres do cangaço. E, na nossa história, a Rosa ajudou as mulheres a terem suas próprias vozes e independência. Eu acho que esse é o maior reflexo de uma história contemporânea e moderna”, conta.

“Embora a Rosa tenha se apaixonado, ela escolheu a sua jornada como mulher e não abriu mão de tudo aquilo que, para ela, estava em primeiro lugar: a exploração feminina e a exploração das possibilidades de todo o universo em detrimento de viver o grande amor”, acrescenta.

“Foi uma honra ter feito parte dessa história”, diz Isadora Cruz

Vivendo na pele de uma figura feminina que desafiava os estereótipos das mocinhas tradicionais por buscar um universo de novas alternativas, Isadora diz ainda que o desenvolvimento de Rosa estava muito próximo do pensamento da mulher moderna.

“Eu acho importante dar destaque a uma história que se passava em 1920, que mostrava uma mulher com tanta maturidade para escolher se casar com um coronel, 50 anos mais velho do que ela, e saber que ela tinha essa sabedoria de entender que se fugisse para viver o grande romance, iria passar a vida com medo, em perigo. Enquanto ali, naquela fazenda, ela estava segura, com um mundo de chances”, reflete.

“É uma transformação na indústria. A gente está precisando de histórias de mulheres fortes, de mulheres que buscam e lutam pela liberdade, independência e voz. Foi uma honra ter feito parte dessa história e poder honrar minhas raízes do nordeste, da paraíba, da minha ancestralidade”, conclui.

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