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    Jack Johnson anuncia shows no Rio, São Paulo e Belo Horizonte em janeiro de 2023

    Aberturas das apresentações serão feitas pelo artista carioca Rogê; Jack antecipou à CNN que tem músicas nunca lançadas com o colega brasileiro

    Léo Lopesda CNN

    em São Paulo

    O cantor e compositor havaiano Jack Johnson voltará ao Brasil para apresentações solo no Rio de Janeiro e São Paulo em janeiro do ano que vem.

    Os shows acontecerão no dia 18 de janeiro, no Espaço Unimed, em São Paulo, e no dia 20 de janeiro, no Qualistage, no Rio. As vendas de ingressos começam no próximo dia 3, neste site.

    Ele deve encerrar sua passagem pelo Brasil com uma participação no Festival de Verão de Belo Horizonte, na capital mineira, no dia 22 de janeiro.

    A abertura das apresentações solo ficará por conta do artista carioca Rogê. Em entrevista à CNN em junho deste ano, Jack revelou que tem músicas gravadas com o colega brasileiro, que nunca foram lançadas.

    A expectativa é que Johnson e Rogê lancem duas músicas juntos nos próximos dias, possivelmente já nesta sexta (28) – “Sunsets For Somebody Else e Big Sur (Brasil Versions)”.

    A nova vinda de Jack ao Brasil acontece pela turnê de seu último álbum, “Meet the Moonlight”, lançado em junho deste ano, depois de um hiato de cinco anos sem produzir.

    O dono de hits como “Upside Down”, “Sitting, Waiting Wishing” ou “Better Together”, que se destacaram nas rádios brasileiras nos anos 2000, relembrou à CNN como gosta de se apresentar no país.

    “Não digo isso a todo país que dou entrevistas, mas o Brasil é, você sabe, um dos lugares mais divertidos para se apresentar, porque a plateia se envolve muito”, contou.

    “Minha música é tão chata que faz crianças dormirem?”

    Em “Meet the Moonlight”, Jack Johnson não abandona o violão e os vocais mansos que o deixaram famoso.

    Mas mesmo com mais de 20 anos de carreira e chegando ao oitavo disco, ele ainda não sabe ao certo como interpretar quando ouve de alguém que suas músicas passam uma sensação de paz.

    Jack Johnson nadando em praia do Havaí. / Todd Glaser

    “Eu ouço de muitos pais que eles botam as crianças para dormir usando minha música. Tipo, minha música é tão chata que as crianças dormem?”, brincou.

    “Se minha música consegue acalmar as pessoas, isso me deixa muito feliz, é uma honra saber disso”, acrescentou.

    “Definitivamente estamos tentando ir para o Brasil”

    Jack Johnson já tocou para os brasileiros algumas vezes, tendo a última sido em 2017. Quando perguntado pela CNN, ele não escondeu que sentia falta do país.

    “Definitivamente estamos tentando ir para o Brasil”, declarou. “O Brasil é um dos lugares mais divertidos para fazer música ao vivo”.

    “Mesmo nos menores lugares, as pessoas estão sempre se envolvendo. Elas entram na percussão, batem palmas sempre no ritmo certo.”

    Surfando nas praias brasileiras

    As passagens pelo Brasil deixaram mais do que memórias do palco. Como de costume, Jack não resistiu ao mar brasileiro ao vê-lo de perto, e fez alguns amigos surfando na costa do país.

    “Quando vou para algum lugar, gosto de ir para a costa, de conversar com os surfistas e então vê-los mais tarde nos shows. Quando troco olhares com alguém na multidão, e percebo que vi a pessoa mais cedo no surfe, sempre acho algo bonito”, relembrou Johnson.

    No Brasil, o artista descobriu novas formas de percussão, que acabou levando para suas músicas.

    Jack Johnson em ensaio para o lançamento do álbum “Meet the Moonlight”, o primeiro do cantor havaiano em cinco anos. / Morgan Maassen / Reprodução

    “Há muitas ótimas lojas nas diferentes cidades, que nosso baterista gosta de nos levar para achar coisas únicas que podemos levar para minha casa e meu estúdio”, contou.

    Johnson não deixou de fora de suas lembranças brasileiras o produtor paulista Mario Caldato Jr., com quem fez alguns álbuns.

    Segundo o cantor, Caldato não deixou a banda do havaiano passar ilesa das referências nacionais: “Ele trouxe muitos de vocês, e fez com que ouvíssemos muita música brasileira ao longo dos anos. E aprendemos muito só de trabalhar com ele.”

    Dueto com Vanessa da Mata e parceria nunca lançada com Rogê

    Para além do produtor Mario Caldato Jr., Jack fica feliz em relembrar outras relações com brasileiros que criou através da música.

    Por exemplo, quando esteve no Brasil em 2011, no extinto festival Natura Nós, que acontecia na Chácara do Jockey Club de São Paulo, ele fez um dueto com a cantora Vanessa da Mata.

    Outro artista brasileiro que Jack demonstra admiração é Rogê, cantor e compositor de 47 anos conhecido na cena carioca, que já tocou com artistas como Arlindo Cruz, Seu Jorge, João Bosco e Marcelo D2.

    Hoje em dia, Rogê também vive nos Estados Unidos, em Los Angeles. “O engraçado é que não nos vemos há anos, mas já nos encontramos algumas vezes. Uma vez ele veio e na verdade fizemos algumas gravações juntos”, revelou.

    “Ele traduziu algumas letras para o português, mas nunca encontramos o momento certo para lançá-las”, completou.

    Questionado como que esse encontro aconteceu, Jack explicou que os dois se conheceram certa vez no backstage de um show.

    “Ele me deu um disco de vinil e eu trouxe para casa. E quando finalmente coloquei pra tocar, eu amei tanto”, relembra.

    Jack Johnson no backstage de um show com Rogê à sua esquerda e o produtor Mario Caldato Jr. à sua direita. / Arquivo Pessoal

    O disco era “Na Veia”, lançado por Rogê em 2015 em parceria com o sambista Arlindo Cruz.

    “Nós mantivemos contato, e mandei para ele algumas músicas. Ele traduziu e cantou alguns versos. Fizemos algumas versões com o Mario [Caldato Jr.] produzindo”, explica Jack.

    “Então nós temos elas, apenas nunca achamos o momento certo para lançar. Agora que eu falei em voz alta, nós vamos lançar mais cedo do que tarde”, brincou.