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    Leny Andrade, referência do samba jazz, morre aos 80 anos

    Cantora estava internada no Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com pneumonia

    Leny Andrade
    Leny Andrade Reprodução/Instagram

    Da CNN

    A cantora Leny Andrade morreu nesta segunda-feira (24) aos 80 anos em decorrência de uma pneumonia e broncopatia inflamatória. Ela estava internada desde semana passada no Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria do Retiro dos Artistas.

    O velório será no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, às 10h. A cremação ocorrerá no Memorial do Carmo, às 14h.

    Em junho, a artista havia sido internada com insuficiência respiratória grave, “chegando a ser entubada”. Ela retornou ao Retiro dos Artistas, onde morava desde 2019 mas teve uma piora no quadro de saúde.

    Segundo a assessoria, a cantora sofria com a síndrome de Lewy, que provoca declínio cognitivo, alucinações visuais recorrentes, flutuação no estado cognitivo e sinais parkinsonianos extrapiramidais.

    Nas redes sociais, sua conta oficial fez uma publicação, informado aos seguidores de sua morte.

    “A diva do Jazz Brasileiro, Leny Andrade, foi improvisar no palco eterno. Leny faleceu nessa manhã, cercada de muito amor. As informações do velório serão divulgadas em breve. A voz de Leny Andrade é eterna!”, diz a publicação.

    A publicação diz que Leny foi “encontrar João Donato e Tony Bennett”. A cantora era amiga do lendário cantor norte-americano Tony Bennett, que morreu na última sexta-feira (21). Sua última postagem foi uma homenagem ao artista.

    Natural do Rio de Janeiro, Leny Andrade começou a cantar profissionalmente aos 15 anos. A artista perpassa por estilos como jazz, samba e bossa nova.

    Leny Andrade iniciou sua carreira profissional em 1958, atuando como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves.

    Nas décadas de 1980 e 1990, dividiu-se entre o Brasil e os Estados Unidos, onde gravou vários discos de samba-jazz, dentre os quais o clássico “Luz Neon”. Lançou também CDs em parceria com instrumentistas de renome, como César Camargo Mariano, Cristóvão Bastos e Romero Lubambo.

    Teve vários hits nas paradas brasileiras, e em 2007 dividiu um Grammy Latino com César Camargo Mariano para Melhor Álbum MPB ao Vivo.

    Em 2018, comemorou 60 anos de carreira com apresentações pelo projeto Clube do Choro Convida, acompanhada pelo violonista Luiz Meira. Cantou as músicas que se tornaram marcantes em sua trajetória, como “Estamos aí” (Durval Ferreira, Maurício Einhorn), “Rio” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), “Céu e Mar” (Johnny Alf), “Influência do Jazz” (Carlos Lyra), “Contigo Aprendi” (Armando Manzanero), além do pout-pourri de Tom Jobim, com “Este seu Olhar”, “Triste”, “Vivo Sonhando” e “Você vai ver” e “Garota de Ipanema”.

    Em agosto de 2022, gravou, com o pianista Gilson Peranzzetta, a música “Por Causa de Você” (Tom Jobim e Dolores Duran), lançada como single pela Mills Records em janeiro de 2023 em comemoração aos seus 80 anos.

    Os famosos que morreram em 2023

    (Publicado por Marina Toledo, com informações de Vinicius Bernardes e Agência Brasil)