Meghan Markle perde parte de briga judicial contra jornal britânico

Juiz diz que algumas das alegações são "irrelevantes"

Príncipe Harry e Meghan Markle participam de compromisso oficial na Abadia de Westminster
Príncipe Harry e Meghan Markle participam de compromisso oficial na Abadia de Westminster Foto: Henry Nicholls - 09.mar.2020/ Reuters

Da CNN, em São Paulo

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Meghan Markle teve anulada parte do processo contra a Associated Press por invasão de privacidade e violação de direitos autorais. A Suprema Corte de Londres proferiu nesta sexta-feira (1º) uma decisão antes do julgamento, afirmando que algumas das evidências apresentadas pela equipe jurídica de Meghan poderiam não ser incluídas no julgamento.

A empresa, proprietária dos períodicos The Daily Mail e Mail on Sunday, publicou, em 2019, trechos de uma carta de Meghan para o seu pai, Thomas Markle. 
 
O grupo que detém os jornais argumentou que existe um interesse público “enorme e legítimo” nos membros da família real e em seus “relacionamentos pessoais”. No entanto, Meghan afirma que a carta era “privada e confidencial”. Já o juiz da Suprema Corte britânica que analisa o caso, Mark Warby, disse hoje que parte das argumentações contra a mídia são “irrelevantes”. 
 
Na última sexta-feira (24), o juiz apresentou as alegações da defesa que diziam que a editora havia agido “desonestamente”, deixando de fora certas passagens da carta. Além de que o tabloide teria uma “agenda” de publicar histórias intrusivas ou ofensivas sobre ela.
 
Essas alegações não devem fazer parte do caso da duquesa nesta fase, disse Warvy, porque “são irrelevantes dentro do propósito para o qual são alegadas”, fazendo referencia a reivindicação por uso indevido de informações privadas, violação de direitos autorais e descumprimento da Lei de Proteção de Dados.
 
No entanto, o juiz disse também que essas partes do caso podem ser revividas posteriormente, se forem colocadas em uma base legal adequada.

A defesa de Markle disse que ela seguirá com o processo.

Entenda o caso

Em nota, o grupo jornalístico também pedirá ao duque e à duquesa de Sussex que paguem seus custos de mais de 50 mil libras depois que o casal recusou a oferta de lidar com o assunto fora do tribunal.
 

A carta referente ao caso foi enviada logo após o seu casamento com o príncipe Harry, em agosto de 2018, e publicada pela editoria do Mail on Sunday, em fevereiro de 2019. A defesa de Meghan diz também que o texto foi manipulado e que seu pai sofreu problemas cardíacos por conta da repercussão gerada. 
 
O jornal já havia afirmado que mantém a história original e “nega categoricamente que a carta da duquesa foi editada de qualquer maneira que mude seu significado”.
 
David Sherborne, representando a duquesa, afirmou que a editora havia “assediado” seu pai, acrescentando que “haviam manipulado esse homem vulnerável para dar entrevistas”, que Markle mais tarde descreveu o conteúdo como “mentiras e besteiras”.
 
A equipe do advogado David Sherborne que defende a duquesa já trabalhou para a princesa Diana, mãe de Harry, além de nomes como Paul McCartney, Elton John e Kate Moss. À época, o príncipe Harry, comparou a perseguição sofrida por Meghan com a que a imprensa fazia com sua mãe, a princesa Diana, que morreu em um acidente de carro enquanto estava sendo seguida pela mídia francesa.  

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Os textos publicados revelam a deterioração do relacionamento entre pai e filha na época em que Meghan e Harry se casaram, em 2018. Thomas não foi ao casamento real. A duquesa foi levada ao altar pela mãe, Doria Ragland. 
 
Em janeiro deste ano, o jornal “The Daily Telegraph” afirmou que Thomas Markle estaria disposto a testemunhar contra a filha.

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