Mesmo após Grammy Latino, Liniker diz que ainda sofre transfobia e racismo
Em entrevista exclusiva para a CNN, cantora fala sobre as violências que sofre mesmo após alcançar sucesso profissional
Após conquistar três categorias no Grammy Latino, Liniker, 30, compartilhou seus sentimentos sobre o reconhecimento internacional e os desafios que enfrenta por ser uma mulher trans e negra.
Em entrevista exclusiva à CNN Internacional, Liniker abordou a dualidade entre o sucesso profissional e os obstáculos que vive. "A fama não me exime de ser violentada, tanto na internet quanto na rua", se abriu a artista, que mencionou enfrentar uma quantidade significativa de comentários negativos online, especialmente após cada conquista.
Sobre sua missão artística, Liniker enfatizou o poder da palavra como instrumento de mudança. "Essa é a minha arma de combate", declarou, referindo-se à sua capacidade de expressar-se através da música e da composição.
Projetos Futuros
Durante a entrevista, Liniker revelou seu desejo de colaborar com Djavan, a quem considera sua maior inspiração musical. "Meu sonho um dia é fazer uma colaboração com ele, sem dúvida", compartilhou a artista, manifestando interesse específico em criar uma composição inédita com o músico.
Quanto aos próximos passos de sua carreira, Liniker pede paciência aos fãs. A artista explicou que seu processo criativo demanda tempo e vivências para gerar trabalhos de qualidade, ressaltando que "coisas grandes vão acontecer, mas no tempo das coisas grandes".
A cantora destacou que o retorno ao Brasil representa um momento de celebração, embora também que ter um tempo para processar todas as experiências vividas. "Acho que quando a gente se expõe muito também vem a necessidade do recolhimento, mas estou muito feliz, estou muito realizada", afirmou.


