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    Nadine, de ‘Solteiros, Ilhados e Desesperados’: “É meu sonho ir ao Brasil um dia”

    Participante do reality show conta quais são os próximos planos depois de se graduar em Harvard

    Isabela Gadelhada CNN

    Como estudante de Harvard, Nadine Lee tem a vida bem corrida, mas conseguiu um tempinho para conversar com a CNN via chamada de vídeo. Atualmente, ela está em seu último ano fazendo “pre-med” na famosa universidade – nos EUA, medicina é uma pós-graduação, então antes é preciso fazer bacharelado com matérias relacionadas à área.

    Apesar de ter um cotidiano bem normal como universitária, ter sido parte do elenco do reality show sul-coreano “Solteiros, Ilhados e Desesperados” mudou totalmente a vida da garota de New Jersey, que ficou famosa em vários países e hoje conta com 1,5 milhões de seguidores no Instagram.

    Na 2ª temporada do programa, Nadine chamou a atenção pela sua personalidade e foi uma das participantes que mais conquistou o público. O motivo mais comentado é por ela ser a junção de beleza e inteligência: além de estudar em uma das universidades mais concorridas e famosas do mundo, tem um canal no YouTube com sua mãe e irmã, onde compartilha seu dia a dia com o público, e tem experiência como modelo.

    Caso você não conheça “Solteiros, Ilhados e Desesperados”, o reality da Netflix reúne jovens em uma ilha que chamam de “Inferno”. Apesar da linda paisagem, a produção dificulta a vida dos participantes: todos precisam cozinhar, buscar água e dormem em acampamentos.

    Mas, dependendo da dinâmica do dia, casais podem passar a noite no “Paraíso”, que costuma ser um hotel luxuoso, cheio de incentivos pro romance acontecer, com direito a piscina, comida gostosa e boas taças de vinhos.

    Até o episódio final, os participantes escolhem seus pares perfeitos e vemos se há match ou não. Nadine pode não ter encontrado um mozão no programa, mas ganhou milhares de fãs.

    Em entrevista à CNN, ela falou sobre seus planos após Harvard, comentou sobre sua dificuldade em falar coreano no programa e sua experiência militar. Confira:

    Os últimos episódios de “Solteiros, Ilhados e Desesperados” foram lançados em janeiro. Quanto sua vida mudou desde então?

    Eu diria que a vida é bem diferente. Indo para qualquer lugar, seja na Coreia, Boston, Nova York, eu sou reconhecida, o que é uma loucura. Eu pensei que seria algo isolado na Coreia do Sul, mas acabou sendo ainda mais louco nos Estados Unidos. Fora isso, minha vida como estudante não mudou muito. Estou no último ano agora e acabei de enviar minha tese na semana passada.

    Você disse que foi bastante reconhecida nos EUA e na Coreia do Sul. No Brasil você também seria reconhecida, já que a 2ª temporada de “Solteiros, Ilhados e Desesperados” ficou na lista de top 10 séries. Como se sente sobre esse sucesso global?

    Eu sei que o alcance foi incrível, inesperado, e isso me deixou sem palavras. Eu percebi que tinha muitos fãs e apoio do Brasil. Eu recebi tantas mensagens, tantos comentários, que pensei: “Oh meu Deus, que loucura”. Sou muito grata por isso.

    Ser famosa era algo que você tinha interesse?

    Não. Até mesmo o canal do YouTube da minha família não foi minha ideia. Eu não sou a maior fã de fazer vlogs, por exemplo. Eu não era muito pública antes disso e não estava indo atrás de fazer as coisas acontecerem, tudo veio naturalmente. Me trouxe onde estou agora, o que é muito legal e super divertido. Minha vida tem sido uma loucura da melhor maneira possível.

    Você é próxima do elenco do programa? Quem foi a última pessoa com quem conversou?

    Sim! Eu diria que sou muito próxima do elenco, mas, infelizmente, estar nos Estados Unidos nos últimos meses tornou difícil vê-los pessoalmente e sair. A última pessoa com quem falei foi o Se-Jun. Eu liguei para ele recentemente e conversamos por horas. Eu amo ele.

    / Nadine Lee

    Em “Solteiros, Ilhados e Desesperados”, você teve dificuldades com o idioma. É interessante quando você diz que sua personalidade muda quando você fala outra língua. Por que isso acontece?

    Sim. Não sei se dá para perceber falando comigo em inglês, mas eu sou muito extrovertida e muito expressiva em inglês, poderia falar por horas. Mas, quando falo coreano, fico completamente diferente. Sinceramente, me sinto um pouco insegura quando falo coreano porque não sou eloquente no idioma.

    Tenho dificuldade em me expressar e é difícil encontrar certas palavras que poderia facilmente dizer em inglês, mas não conheço em coreano. Por isso acabo não falando tanto, sou bastante reservada.

    Eu não tinha percebido que tinha esse tipo de personalidade dupla até rever episódios de “Solteiros, Ilhados e Desesperados”. Foi interessante ver como o idioma pode realmente conduzir como você se apresenta e sua personalidade. A minha é bem diferente.

    Sobre sua vida em Harvard, agora que já entregou sua tese, quais são seus próximos planos?

    Para os meses restantes do meu último ano, a maior parte provavelmente será gasta no laboratório. Eu apresentei minha tese, mas isso não significa que minha pesquisa parou, então eu irei quase todos os dias para terminar minha pesquisa, e também terminar minhas aulas.

    Mas, além dessas duas coisas, diria que minha vida como estudante de Harvard está chegando ao fim e agora vou fazer a transição para o meu trabalho, que começará em setembro na cidade de Nova York. Vou trabalhar em uma empresa de consultoria de saúde. Esse será meu trabalho por alguns anos durante um ou dois anos sabáticos. Veremos o que acontece antes de ir para a faculdade de medicina.

    Você tem planos de ir para a Coreia do Sul de novo?

    Sim. Acho que provavelmente nos próximos dois ou três meses, estarei voltando para a Coreia. Meu plano agora é ir assim que me formar. Então, talvez por volta de junho. Mas espero voltar mais vezes.

    Na Coreia, como eu tenho todas essas oportunidades e todas essas pessoas que quero encontrar, acho que voltarei com mais frequência, especialmente depois de me formar.

    Algo realmente interessante que você mencionou no programa foi o Corpo de Formação de Oficiais da Reserva. O que você fez lá? Você pode nos explicar o que é? 

    Sim! O Corpo de Formação de Oficiais da Reserva, também conhecido como ROTC, foi algo que fiz quando caloura durante todo o primeiro ano. Eu estava na Força Aérea.

    Mas, antes disso, entrei no exército e na comunidade militar quando estava no primeiro ano do ensino médio. Fui exposta a isso por meio de meu tio, que conhecia muito bem a minha personalidade.

    Ele pensou que eu iria prosperar em uma espécie de comunidade militar por conta do senso de companheirismo, irmandade e muitas outras coisas, como bravura e curiosidade e tudo o mais. Com minha paixão pela medicina, poderia se alinhar com os militares. Ele me expôs à vida militar. Isso me fez querer ser uma cirurgiã de trauma nas Forças Armadas.

    Fiquei bastante empenhada nisso, então me inscrevi em todas essas academias militares, incluindo o ROTC. Fiz isso por um ano inteiro aprendendo a vida militar, os jargões, a história, os exercícios. Foi uma loucura. Não é como ser totalmente experiente, foi só treinar. Mas, no final, foi uma experiência de vida muito legal de se ter.

    Essa experiência te ajudou a impressionar Harvard no processo seletivo?

    Quando me inscrevi para as bolsas ROTC, não tinha a intenção de que fosse para me diferenciar de qualquer outra pessoa [no processo seletivo]. Eu não sei se as pessoas sabem sobre isso, mas houve uma entrevista no The New York Times em que falei sobre como entrei em Harvard. Eles simplesmente bagunçaram tudo. Eu não falei aquelas coisas. Eles foram maliciosos com cada pessoa mencionada no artigo.

    Mas, de qualquer forma, eu não estava pensando: “Ah, isso vai me dar uma vantagem”. Eu nem sei se isso me deu uma vantagem. Tive acesso ao meu pedido de admissão depois de ser aceita em Harvard, já que eles dão acesso a todos os alunos, e não mencionaram ROTC na minha inscrição. As pessoas pensam que foi algo que fiz para conseguir entrar, que estava sendo estratégica, mas realmente não era. Eu era genuinamente apaixonada pelos militares na época. E sim, simplesmente me inscrevi e não há comunicação entre o ROTC e os escritórios de admissão.

    Por falar em Harvard, o vídeo em que você descobre que foi aceita é muito emocionante. Pareceu um momento muito especial.

    Ai meu Deus, obrigada! Foi mesmo. Foi um momento insano. Nem acredito que gravei tudo. Foi uma decisão de última hora porque pensei “Vou gravar e, caso algo maluco aconteça, vou poder guardar como memória”. Felizmente gravei. Na verdade, eu não quis publicar por quase dois anos. Minha mãe e os produtores do meu canal no YouTube estavam tentando me convencer por quase um ano inteiro.

    Para mim foi como um momento muito íntimo, algo muito privado. E obviamente eu pareço louca no vídeo, surtando, gritando. Nada fofo! Eu não queria postar, mas eles me convenceram e fico feliz de ter feito isso porque acho que muitas pessoas foram inspiradas pelo vídeo, o que é exatamente o que eu espero fazer. Fico feliz.

    Quer mandar uma mensagem aos fãs brasileiros?

    Sim! Quero agradecer a todos os meus fãs brasileiros por entrarem em contato comigo, por me apoiarem em todas as minhas redes sociais. Eu vejo tudo e fico muito, muito grata que as pessoas do Brasil estão me assistindo e são meus fãs, isso é tão louco.

    É meu sonho ir ao Brasil um dia. Está na minha lista de desejos, mas vou colocar na lista de prioridades. Eu preciso visitar o mais rápido possível. Sou incrivelmente grata por todo o amor e apoio. Para falar a verdade, eu estava muito nervosa quando fui fazer o reality show, mas foi uma das melhores decisões que já tomei na vida e é graças a todos os fãs.

    Confira a entrevista em vídeo: