Relembre a carreira de Ozzy Osbourne, morto aos 76 anos
Ao lado da banda Black Sabbath, artista realizou show de despedida ao lado de astros do rock
O cantor Ozzy Osbourne morreu aos 76 anos nesta terça-feira (22), poucas semanas após realizar um show de despedida ao lado da banda de heavy metal, o Black Sabbath, que ganhou notoriedade na década de 1970.
A notícia do falecimento foi divulgada por sua família, em uma declaração. O astro do rock sofria com as consequências do Parkinson, e estava com a mobilidade reduzida, segundo a postagem da filha Kelly Osbourne, do último dia 13 de julho.
Nascido em 1948 como John Michael Osbourne, em Birmingham, Inglaterra, o artista foi o quarto de seis irmãos e segundo a Billboard, ganhou o apelido de Ozzy no ensino fundamental, época em que lutava contra dislexia não diagnosticada, transtorno de déficit de atenção e baixa autoestima.
Além disso, antes de seguir na carreira musical, o artista, que ficou conhecido como "Príncipe das Trevas" abandonou a escola aos 15 anos e trabalhou na construção civil, encanamento e até em um matadouro.
O primeiro show de Osbourne aconteceu em 1967, quando o futuro baixista do Sabbath, Geezer Butler, o contratou para sua banda Rare Breed. Após dois shows, eles se separaram, liberando o vocalista e Butler para se juntarem aos outros futuros membros do Sabbath, o guitarrista Tony Iommi e o baterista Bill Ward.
O quarteto, então, foi anunciado por um tempo como Earth antes de adotar seu apelido em 1969, baseado em um filme de terror de mesmo nome "As Três Máscaras do Terror" ("Black Sabbath", em inglês).
O álbum de estreia autointitulado do Sabbath alcançou o top 10 britânico e o top 25 da Billboard 200, permanecendo nas paradas dos EUA por um ano inteiro. No outono americano, a banda lançou "Paranoid", que vendeu ainda mais, saltando para 12ª posição na Billboard 200, que gerou os sucessos "Iron Man" e "Paranoid".
Enquanto a banda preparava seu terceiro álbum, "Master of Reality", em 1971, Osbourne se casou com sua primeira esposa, Thelma Riley. Ele adotou o filho dela de um casamento anterior e o casal logo teve outros dois filhos.
Nos anos seguintes, a banda teve dificuldades, criativas e pessoais, devido a brigas internas, falta de inspiração e uso de drogas. Como resultado, Osbourne foi demitido da banda em 1979 e substituído pelo ex-vocalista do Rainbow, Ronnie James Dio.

Na sequência, em 1980, ele lançou seu primeiro álbum solo de estreia, intitulado "Blizzard of Ozz", que segundo a Billboard, se tornou um dos trabalhos mais vendidos de sua carreira. Seu sucessor, "Diary of a Madman", em 1981, vendeu mais de 3 milhões de cópias.
Seus álbuns solo continuaram a vender em grande número, nunca caindo abaixo do status de ouro ou perdendo o top 25 da Billboard 200, mesmo com seu último trabalho de estúdio, "Scream", de 2010. Ele retornou à banda em 1997.
Em 2002, ele se reinventou como a estrela do programa de TV americano "The Osbournes". Câmeras seguiram o Príncipe do Rock caminhando por sua enorme casa, pronunciando os acontecimentos com seu forte sotaque de Birmingham e observando, perplexos, os bastidores de sua família — um formato que conquistou legiões de novos fãs.

No final de 2011, a formação original do Sabbath anunciou uma turnê de reunião e um álbum a ser produzido, no entanto, problemas contratuais levaram à saída de Bill Ward, o baterista, que foi substituído por Brad Wilk, do Rage Against the Machine.
Dois anos depois, a banda lançou seu primeiro álbum com Osbourne em mais de trinta anos. Intitulado "13", o disco alcançou o primeiro lugar no Reino Unido e na Billboard 200 dos EUA. A banda iniciou uma turnê de despedida em janeiro de 2016, fazendo seu último show em fevereiro do ano seguinte.
Um ano depois, Osbourne anunciou sua turnê de despedida como artista solo, embora tenha insistido que ainda faria shows isolados. As músicas do Black Sabbath, somadas a uma série de lançamentos solo, lhe renderam mais de 100 milhões de discos vendidos em todo o mundo.
No último dia 5 de julho, Ozzy e o Black Sabbath se apresentaram para dezenas de milhares de fãs em um emocionante show de despedida em Birmingham no dia 5 de julho, após um dia repleto de shows tributos com um line-up repleto de estrelas.
O guitarrista e compositor Tom Morello, do Rage Against the Machine, atuou como diretor musical do evento e compartilhou, em suas redes sociais, que o show arrecadou US$ 190 milhões para a Cure Parkinson's - doença da qual Osbourne sofre - o Birmingham Children's Hospital e o Acorn Children's Hospice.


