Sabrina Carpenter faz álbum mais "atrevido" e eleva tom sexual em letras
Cantora chamou a atenção com letras repletas de trocadilhos, versos de duplo sentido e composições sugestivas

Houve um tempo em que filmes de "comédia sexual", que exploravam relacionamentos a partir do humor "picante", eram muito populares. Caso de produções como "American Pie" (1999) e "Superbad - É Hoje" (2007). E se você é amante do estilo, uma nova obra, agora completamente musical, pode chamar a atenção com letras repletas de trocadilhos, versos de duplo sentido e composições sugestivas.
Nesta sexta-feira (29), a cantora Sabrina Carpenter, 26, divulgou "Man's Best Friend", seu novo álbum de estúdio que trouxe, desde o primeiro single ("Manchild") e as primeiras fotos de divulgação, uma composição afiada e imagens provocativas.
Na época em que divulgou a capa do projeto, Sabrina Carpenter já havia polemizado. Na foto, a artista pop aparece agachada enquanto um homem puxa seu cabelo. Alguns criticaram ela pela aparente sexualização, outros defenderam como sendo uma sátira da misoginia.
Ao longo de 38 minutos de música, Sabrina mergulha de cabeça em composições sexualmente carregadas, com letras repletas de insinuação e autoafirmação. Em faixas como “Tears” e “House Tour”, ela brinca com imagens sensuais e linguajar bem-humorado.
Segunda faixa do disco e single, que ganhou um clipe também nesta sexta, "Tears" já inicia o projeto repleta de duplos sentido. O próprio nome da música, que em português pode ser traduzido como "Lágrimas", não quer dizer necessariamente que elas são por Sabrina ter chorado.
"Eu fico molhada só de pensar em você", canta Sabrina já no começo da canção. "Lágrimas escorrem pelas minhas coxas", complementa pouco depois.
Na faixa seguinte, "My Man on Willpower", Carpenter satiriza o fato de que o homem, em "sintonia com suas emoções", "não me toca nem com uma vara de seis metros". A ironia, novamente, pode ser vista em uma frase de teor sexual.
Faixa descadaramente sexy, "House Tour" alude a um "tour pela casa", que pode ser, na verdade, interpretado por um tour pelo corpo da cantora. "Você quer um tour pela casa? Posso te levar ao primeiro, segundo, terceiro andar. E eu prometo que nada disso é uma metáfora. Eu só quero que você entre. Querido, o que é meu agora é seu", canta ela no refrão.
Em outro momento da faixa, um dos pontos mais altos do teor sexual do álbum. "Eu só quero que você entre, mas nunca entre pela porta dos fundos", entoa.
Já em "We almost Broke Up Last Night", Sabrina se refere, literalmente, a sexo oral no versões finais: "We almost broke up, we almost broke up again/ He gave me his whole heart, then I gave him head".
Na produção do álbum, composta principalmente pelo produtor das famosas Jack Antonoff, Sabrina transita entre country, R&B, disco e pop.
Ouça "Man's Best Friend"


