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    Sangue no rosto? Entenda o “lifting de vampiro”, procedimento feito por Anitta

    No Instagram, funkeira deu detalhes do procedimento estético que aplica o próprio sangue no rosto

    Procedimento estético é indicado para rejuvenescimento da pele
    Procedimento estético é indicado para rejuvenescimento da pele Reprodução/QG da Anitta/Instagram

    Caroline Ferreiracolaboração para a CNN

    São Paulo

    Nos stories de seu perfil pessoal no Instagram, Anitta compartilhou com os seguidores os detalhes de um procedimento estético em que utiliza o próprio sangue.

    A rotina de beleza, um tanto quanto curiosa, é chamada de PRP (Plasma Rico em Plaquetas), ou, como ficou popularmente conhecida, “lifting de vampiro”.

    Nos registros publicados nesta segunda-feira (3), a brasileira conta ter ido até Aventura, cidade ao lado de Miami, nos Estados Unidos, para que o tratamento fosse realizado.

    “Lembra que contei para vocês que eu fazia um procedimento que aplica o meu sangue no rosto, para ficar com o rosto de milhões? Então, hoje eu vou fazer e mostrar para vocês”, começou a cantora.

    Na sequência, Cassia Cardoso, médica esteticista responsável pelo tratamento, aparece explicando o passo a passo.

    “O plasma é um procedimento autólogo, que estimula todas as células que você tem a produzir células novas, a renovar. É algo que ajuda a renovar a pele, a cor da pele, a tirar manchas e rejuvenescer”, conta. “E é isso que eu faço aqui todo mês”, acrescenta Anitta.

    A primeira etapa consiste em retirar o sangue. Na sequência, separar os glóbulos vermelhos dos brancos, além do plasma rico em plaqueta do que é pobre no componente. Ao término, a aplicação no rosto.

    Anitta compartilha detalhes da rotina de beleza com “lifting de vampiro” / Reprodução/QG da Anitta/Instagram

    Confessando repetir o procedimento em sua região íntima, a cantora diz que o processo, realizado com o auxílio de agulhas, colabora para deixar as áreas mais “lisinhas”.

    No entanto, antes das picadinhas, é necessário receber a anestesia por meio de uma máscara facial. Já na parte íntima, uma “máscara de diamante”. “Tudo o que ela faz em cima, ela faz lá embaixo”, comentou, rindo.

    Creme de uso diário

    Além do procedimento, Anitta também levou para casa um creme para o rosto, feito com o seu sangue, e que deve ser utilizado diariamente.

    Vale dizer que no início do mês, a poderosa já havia dividido com os internautas, durante uma live, que usava o produto durante a sua rotina de skincare.

    “Foi a moça de Miami que fez o creme pra mim. Eu tirei sangue, depois passaram na máquina para tirar o plasma e fizeram o creme pra mim […] Esse creminho fica lá na geladeira, porque como tem parte do meu sangue, se eu não colocar na geladeira, ele estraga, fica com um cheirinho, e não é muito legal”, explicou ela na época.

    O que há por trás do “lifting do vampiro”?

    À CNN, Lucas Miranda, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o também chamado infusão de PRP, trata-se de um procedimento estético ainda experimental no Brasil, não regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina ou pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    “O plasma sanguíneo do paciente é separado e concentrado para obter uma maior quantidade de plaquetas. O plasma é a parte líquida do sangue, enquanto as plaquetas consistem nas células envolvidas na coagulação e cicatrização. Esse plasma concentrado é então reinfundido na pele por meio de injeções”.

    Efeitos

    Conforme comenta o especialista, um dos motivos do tratamento seguir em nível experimental no país, é justamente a ausência de evidências científicas robustas que comprovem a sua eficácia.

    “A expectativa de quem o realiza seria a de que os fatores de crescimento e outras substâncias liberadas pelas plaquetas no plasma, estimularia a produção de colágeno, traria melhora na circulação sanguínea local e contribuiria para a regeneração tecidual, o que resultaria em melhora na textura e aparência geral da pele”, pontua.

    Por fim, Lucas ressalta que “o procedimento faz parte de uma linha da medicina chamada Medicina Regenerativa e há um movimento para sua consolidação como especialidade médica reconhecida no Brasil, mas ainda é algo experimental e em fase de avaliação pelos órgãos reguladores”.