Vanessa da Mata vê nova geração abraçar hits antigos: "Papel da música"

Cantora falou sobre show no Rock in Rio, encontro com Mick Jagger e uma onda de trends com suas canções no TikTok

Paulo Vito, colaboração para a CNN Brasil
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A cantora Vanessa da Mata, 50, tem vivido um momento importante na carreira: ao mesmo tempo que está cheia de projetos futuros, suas músicas antigas estão viralizando com força nas redes sociais.

No TikTok, canções como “Boa Sorte”, “Ai Ai Ai” e "Amado" se tornaram a trilha sonora de jovens da Geração Z em diversas publicações, o que pegou a artista de surpresa. "É algo que me deixa muito feliz, ver o alcance das minhas músicas. E me divirto muito com os vídeos que as pessoas publicam", avaliou ela à CNN Brasil.

Para Vanessa, ver suas composições serem revividas por uma nova geração traz uma "alegria imensa". "Esse reconhecimento é muito gratificante e fruto de um trabalho feito com muito amor, verdade e dedicação. Pra mim, esse é o papel da música, ser ouvida por todos!", declarou.

No início de maio, a cantora surpreendeu o público de uma geração mais antiga ao aparecer de surpresa no show dos Jonas Brothers, em São Paulo. A relação entre o trio e a artista surgiu há mais de 15 anos, segundo ela própria.

"Eu escutava, pelos fã-clubes dos Jonas Brothers e por entrevistas, que o Joe Jonas tocava algumas canções minhas no violão e sempre foi muito fã do meu trabalho. Já tinha recebido outros convites para cantar com eles, mas desta vez eu tinha a data disponível e foi lindo!", comentou.

Ela seguiu: "É incrível ver uma nova geração cantar uma música minha, mostrando que ela continua atual e atravessa o tempo. Quando me convidaram para participar do show, imaginei que fosse cantar alguma música do repertório deles, mas me pediram 'Boa Sorte'. Isso mostra o poder que a música tem de aproximar mundos e gerações".

Encontro com Mick Jagger

Não foi apenas Joe Jonas que fez questão de ter um encontro com Vanessa da Mata. Em 2025, Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, foi até o camarim da artista mato-grossense para poder trocar algumas palavras.

"Há uns 10 anos, a Paula Lavigne nos apresentou durante uma festa na casa dela. Nos conhecemos ali, ele ficou sentado ao meu lado, conversamos muito… e depois nunca mais nos vimos. No ano passado, me apresentei em Londres e ele foi assistir ao show. Fez questão de ir ao meu camarim e me disse: 'Sou seu fã e não poderia faltar ao meu show na minha cidade'", comentou.

"Foi muito divertido e também muito impressionante, porque, pra mim, ele é hoje um dos maiores nomes da música no mundo. Fiquei muito orgulhosa de ver ele na plateia e de recebê-lo no camarim", seguiu.

Rock in Rio

Vanessa da Mata se prepara para comandar pela primeira um show próprio no Rock in Rio. A artista cantará no Palco Sunset, no dia 7 de setembro, em um dia de celebração aos compositores.

"Isso é muito importante pra mim, porque sou compositora das minhas próprias músicas. Aliás, muita gente ainda não sabe que sou a criadora das minhas canções. Antes mesmo de lançar meu primeiro disco, eu já tinha músicas gravadas por outros artistas", contou.

A cantora relembrou que “A Força Que Nunca Seca”, composição dela com melodia de Chico César, foi gravada por Maria Bethânia, deu nome ao álbum dela e foi indicada ao Grammy Latino.

"Meu primeiro álbum veio depois, em 2002. Sou cantora, compositora, produtora, escritora e pintora. E vou subir ao palco do Rock in Rio, um dos maiores festivais do mundo, para celebrar a música brasileira", seguiu.

Na Cidade do Rock, ela cantará músicas do álbum "Todas Elas", de 2025, além de clássicos da carreira. "E terei a alegria de receber Rubel como convidado especial, um cantor e compositor extremamente talentoso, destaque da nova geração da música brasileira, com uma força e uma sensibilidade muito marcantes em suas composições", avaliou.

"Todas Elas"

Sobre sua turnê atual, Vanessa afirmou que viajar pelo Brasil é algo importante e especial. "Em cada cidade por onde o 'Todas Elas' passa, levo alguma novidade no repertório: uma música que tenha ligação especial com aquele lugar. Gosto de preparar algo pensado para cada público, e isso faz com que nenhum show seja igual ao outro. E o frio na barriga sempre me acompanha antes de subir ao palco", garantiu.

O espetáculo é dirigido por Jorge Farjalla, figurino de Gustavo Silvestre e acessórios de Gustavo Krelling. "O meu diretor, o Farjalla, define o show como uma jornada barroca da Santa à Maria Sem Vergonha, transitando por várias canções para contar a saga dessa mulher em busca do amar ou no enfrentamento dele, seja no amor romântico ou no amor próprio, permeando o Brasil profundo e a cultura popular das músicas celebradas durante a apresentação", avaliou ela.

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