Virginia samba mal? Ex-rainha de bateria aponta erros da influenciadora

Cintia Mello reinou à frente dos ritmistas dos Acadêmicos do Tucuruvi de 2016 a 2022

Flávio Ismerim, da CNN
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A ex-rainha de bateria dos Acadêmicos do Tucuruvi e ex-bailarina do Programa do Ratinho Cintia Mello explicou em detalhes o que há de errado no samba de Virginia Fonseca, 26. A influenciadora foi alvo de uma chuva de críticas após ser coroada na Acadêmicos do Grande Rio, no sábado (27).

A passista e professora de samba no pé publicou um vídeo na quinta-feira (25) comentando a performance de Virginia e afirmou que faltou leveza nos braços da influenciadora, que abria os braços na diagonal para sambar. Ela também comentou sobre o momento em que a nova rainha da Grande Rio agachou sambando.

"Agachada para começar a sambar até pode, mas, de preferência, com a perna fechada. E, para quem está iniciando, [é necessário] ajustar o corpo para começar a sambar. Braços com movimentos retos na diagonal deixa a pessoa completamente robótica. O ideal é esticar o cotovelo, assim você ganhar mais leveza e limpeza no seu samba", explicou Cintia.

Ela também apontou defeitos no passo em que Virginia rebolou girando, no fato de ela sambar com rotação lateral no quadril e nos passinhos de TikTok que a influenciadora adicionou à coreografia.

"Você pode tudo, mas tem que ver se vai ficar bom mesmo. O ideal seria [fazer] movimentos leves, simples e bonitos, que representam a real realeza da alma de uma rainha", declarou. "O samba, como qualquer modalidade artística, exige técnica, treino e bom-senso. E já que elas estão ocupando cargos com total permissão das diretorias das escolas de samba, o meu lema é: o básico bem feito com muito bom-senso sempre será a melhor opção."

Cintia Mello se junta a nomes como Evelyn Bastos nas críticas a Virginia Fonseca. A rainha de bateria da Mangueira e diretora cultural da Liesa (Liga Independente de Escolas de Samba do Rio de Janeiro) criticou o fato de famosas ocuparem posições de destaque no Carnaval, sobretudo quando elas seguem religiões que demonizam a cultura afro brasileira.

A atriz Carol Castro, que já foi rainha de bateria do Salgueiro, também já havia se posicionado contra a coroação de Virginia.

A influenciadora recebeu, no sábado (20), das mãos de Paolla Oliveira, a coroa de rainha de bateria da Grande Rio e foi alvo de muitas críticas na internet por conta de sua falta de familiaridade com o samba e dos passos de danças de TikTok que inseriu em sua coreografia. A escola de Duque de Caxias (RJ), no entanto, tem largo histórico de rainhas de bateria famosas, como Susana Vieira, Grazi Massafera e Christiane Torloni.

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