Juiz paraguaio vai decidir sobre soltura de Ronaldinho Gaúcho em 24 de agosto

Ex-atleta está em prisão domiciliar após tentar entrar no país com documentos falsos em março deste ano

Reuters
10 de agosto de 2020 às 14:41
Ronaldinho Gaúcho deixa tribunal em Assunção após prestar depoimento
Foto: Jorge Adorno - 06.mar.2020 / Reuters

O juiz paraguaio que cuida do caso de Ronaldinho Gaúcho agendou nesta segunda-feira (10) para o dia 24 de agosto a audiência em que analisará se concederá ao ex-jogador brasileiro a liberdade de retornar ao Brasil.

Ronaldinho e seu irmão Roberto de Assis Moreira foram presos em Assunção no início de março por terem usado passaportes com conteúdo falso para entrar no país.

Eles passaram pouco mais de um mês detidos em um quartel da polícia nos arredores da capital paraguaia e quatro meses em prisão domiciliar em um hotel no centro da cidade. Na sexta-feira (7), os promotores pediram ao juiz a suspensão condicional do procedimento para que o ídolo do Barcelona possa retornar ao seu país.

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Com a audiência preliminar "termina basicamente uma das etapas do processo. É onde se analisa o requerimento conclusivo do Ministério Público e se cede a palavra à defesa", explicou o juiz Gustavo Amarilla à emissora Primero de Marzo.

O magistrado disse que, na audiência, que será presencial e realizada na sede do Poder Judiciário do Paraguai às 15h (horário de Brasília), perguntará aos acusados se estão de acordo com a proposta apresentada pelo Ministério Público.

Espera-se que Amarilla aceite a proposta dos promotores, embora também possa rejeitá-la ou estabelecer outras condições para os irmãos. A promotoria propôs que Ronaldinho pague US$ 90 mil (aproximadamente R$ 488 mil), fixe um endereço no Brasil e compareça às autoridades judiciais de seu país a cada três meses.

Sobre Assis, foi apresentada proposta que ele pague US$ 110 mil (R$ 596 mil). A investigação concluiu que Ronaldinho não sabia que estava usando um passaporte adulterado, mas seu irmão, sim.