Integrantes de cortes superiores preveem judicialização da Copa América no país

Condições sanitárias neste momento da pandemia e impasse entre governadores fará Justiça ser acionada, segundo esses membros ouvidos pela CNN

Da CNN, em São Paulo
31 de maio de 2021 às 16:53

A divisão política em torno da confirmação da Conmebol de que o Brasil irá sediar a Copa América é vista por integrantes das cortes superiores como mais uma questão que irá “empurrar” o Poder Judiciário para o centro das discussões políticas. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Desde o anúncio na manhã desta segunda-feira (31), alguns governadores e parlamentares já se manifestaram a respeito, como é o caso do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e de Rui Costa (PT), da Bahia, que querem vetar a realização do torneio em seus estados por conta da pandemia. Já o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), vê com bons olhos receber os jogos. 

O vice-presidente da CPI da Pandemia, senador Randolfe Rodrigues (Rede), protocolou um requerimento convocando o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, a prestar depoimento à comissão.

Membros de cortes superiores do Brasil acreditam que as condições sanitárias neste momento da pandemia e a divisão política certamente farão com que o Judiciário seja acionado. 

Eles analisam que um determinado estado pode ser acionado para receber os jogos, mesmo que se oponha. A primeira instância vai deliberar se sim ou se não, haverá recurso e, invariavelmente, isso acabará chegando ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou mesmo ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A CPI da Pandemia, ao longo deste primeiro mês, já teve um papel nesse movimento de trazer o Judiciário para o centro da pauta política, uma vez que, ao convocar governadores para prestarem seus depoimentos, estes chefes de estado decidiram recorrer ao STF pedindo para que a instância colocasse limite sobre ser legal ou não os senadores investigarem a atuação dos governos estaduais e municipais em relação à Covid-19.