Comissão de Ética da CBF notifica oficialmente Caboclo sobre processo de assédio

Dirigente é investigado por assédio moral e sexual contra funcionária da Confederação; ele tem 15 dias úteis para apresentar defesa

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
11 de junho de 2021 às 20:00 | Atualizado 11 de junho de 2021 às 21:03

 A Comissão de Ética da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) notificou o presidente afastado da entidade, Rogério Caboclo de que existe um processo de assédio moral e sexual contra ele. A informação foi confirmada à CNN por fonte ligada à diretoria da entidade. A denúncia partiu de uma funcionária da confederação. O dirigente foi afastado no último domingo (6).  

Rogério Caboclo tem um prazo de 15 dias úteis, contando a partir de 9 de junho, para apresentar sua versão do caso. Até o momento, o presidente afastado não definiu os seus advogados de defesa.  

A CBF informou que a comissão é independente e que o processo corre em sigilo.  

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também investiga o teor das denúncias. Nesta segunda-feira (14), a entidade realiza a primeira audiência para apurar informações sobre o caso. O MPT informou, através de nota, que ainda não foi definido quem da CBF será ouvido.  

O procedimento instaurado no MPT pretende verificar como é a relação de Rogério Caboclo com funcionários e a alta cúpula da CBF, no ambiente de trabalho. Ex-funcionários também serão intimados a depor como testemunhas.  

Se forem confirmadas as práticas de abuso a trabalhadores e, consequentemente, constatadas irregularidades, o MTP pode propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) à CBF. O acordo judicial seria uma espécie de compromisso para impedir novos casos de assédio sexual, com medidas práticas, como cursos voltados para o tema, por exemplo.

Presidente da CBF, Rogério Caboclo
O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo