Jogos de Tóquio correm risco de mais restrições a espectadores, diz jornal

Entre as medidas, organizadores reduzirão o número de VIPs na cerimônia de abertura e proibirão plateia em jogos após as 21 horas, segundo jornal japonês

 Linda Sieg, da Reuters, em Tóquio
06 de julho de 2021 às 14:23 | Atualizado 06 de julho de 2021 às 14:24
Logo da Olimpíada ao lado da placa de trânsito em Tóquio
Logo da Olimpíada ao lado da placa de trânsito em Tóquio
Foto: Issei Kato (22.jan.2021)

O Japão esta cogitando só permitir espectadores VIP na cerimônia de abertura da Olímpiada de Tóquio, disse um jornal nesta terça-feira (6) – outro passo atrás dos Jogos, cuja pompa e circunstância foi ofuscada pelo novo coronavírus.

Antes promovidos como um grande evento para exibir o Japão ao mundo, os Jogos parecem correr o risco de acontecer em grande parte sem espectadores em um país fechado para visitantes do exterior por causa da pandemia e com áreas ao redor de Tóquio ainda sob restrições.

 A Olimpíada, já adiada em um ano, está marcada para começar em 23 de julho, apesar do receio de que um influxo de dezenas de milhares de pessoas de todo o mundo possa desencadear novas ondas de infecções.

Os planos para a cerimônia de abertura continuam em segredo, mas o jornal Asahi, antes das conversas com o Comitê Olímpico Internacional e outros organizadores, noticiou que o governo reduzirá o número de VIPs, como convidados de patrocinadores e diplomatas, na cerimônia de abertura em relação a uma estimativa inicial de cerca de 10 mil.

Durante os Jogos, eventos em locais grandes e depois das 21h também serão realizados sem plateia, disse o jornal, citando várias fontes governamentais não identificadas.

Os organizadores já proibiram espectadores estrangeiros e estabeleceram um teto de espectadores domésticos de 50% da capacidade, ou até 10 mil pessoas.

O público está temeroso de novos focos de infecção, e especialistas médicos dizem que não ter espectadores seria a opção menos arriscada.

(Reportagem adicional de Kiyoshi Takenaka e David Dolan; redação adicional de Ritsuko Ando)