Após briga no Mineirão, polícia autua seis membros da delegação do Boca Juniors

Clube argentino foi desclassificado da Copa Libertadores após perder nos pênaltis para o Atlético-MG e gerou confusão nos vestiários do estádio

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo
21 de julho de 2021 às 16:03 | Atualizado 21 de julho de 2021 às 16:07
Delegação do Boca Juniors aguarda ao lado de fora da delegacia em Belo Horizonte
Delegação do Boca Juniors aguarda ao lado de fora da delegacia em Belo Horizonte
Foto: Pedro Vilela/Getty Images

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que autuou dois integrantes da delegação do Boca Juniors e outros quatro assinaram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal e desacato, após o clube argentino ser desclassificado da Copa Libertadores pelo Atlético Mineiro, nesta terça-feira (20), no Mineirão.

O delegado Luiz Otávio Matozinhos explicou que "três integrantes do time de futebol argentino entraram em uma confusão com os seguranças do estádio" e que "dois jogadores pegaram bebedouros e os arremessaram, o que gerou o dano".

"Um terceiro envolvido foi conduzido, mas não tínhamos elementos para ratificar a prisão dele”, afirmou o delegado. "O crime de dano qualificado é infração de médio potencial ofensivo. As imagens captadas no estádio contribuíram para a análise e individualização das condutas de cada um”.

Segundo Matozinhos, conforme previsão legal, foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 3 mil para cada um dos envolvidos. Após o pagamento, eles foram liberados e responderão o processo em liberdade.

Já o delegado Henrique Miranda, que responde pela coordenação das delegacias de plantão na capital mineira, detalhou o procedimento referente à ocorrência de lesão corporal e desacato.

“Na madrugada, tanto os suspeitos quanto as vítimas foram trazidas para a delegacia. O delegado plantonista, Rodrigo César, após uma análise do fato relatado pelos policiais militares, buscou a individualização das condutas desses envolvidos. Os quatro apontados teriam desacatado os policiais militares, que foram chamados após o início da confusão, e teriam disparado cusparadas, além de terem agredido funcionários da segurança e da delegação do Atlético”, explicou.

Ainda de acordo com Miranda, onze vítimas manifestaram o interesse no prosseguimento da ação e foram emitidas guias para a realização do exame de corpo de delito.

“O laudo do exame será juntado ao processo e remetido à Justiça para as providências relacionadas a esse fato”, finalizou.