Brasil conquista 15.º ouro em Tóquio; Daniel Dias se despede das piscinas

Maria Carolina Santiago vence 100 m peito (classe SB12) e conquista 3.º ouro em Tóquio; Brasil está na 7.ª colocação no quadro de medalhas

Maria Carolina Santiago com suas 6 medalhas conquistadas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio
Maria Carolina Santiago com suas 6 medalhas conquistadas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio Ale Cabral - 1.set.2021/CPB

Murillo Ferrarida CNN

Em São Paulo

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No 8º dia de competições em Tóquio, o Brasil conquistou sua 15.ª medalha de ouro nas Paralimpíadas e superou o número de medalhas douradas conquistadas na Rio-2016 – agora, faltam seis para igualar o recorde estabelecido em Londres 2012.

Esta quarta-feira (1º) também foi dia de despedida nos Jogos Paralímpicos: Daniel Dias, maior atleta paralímpico da história do país – e um dos maiores do mundo –, disputou sua última prova nas piscinas.

A vitória olímpica do dia foi conquistada por Maria Carolina Santiago, que levou o ouro nos 100 m peito (classe SB12). Essa foi a terceira vez que a paratleta subiu ao lugar mais alto do pódio no Japão – ela já havia vencido os 100 m livre e os 50 m livre.

O tempo de 1min14s89 registrado pela brasileira também valeu o recorde paralímpico da prova, feito que ela também alcançou na prova dos 50 m livre

Aos 36 anos, Maria Carolina também ganhou o bronze nos 100 m costas e a prata no revezamento misto dos 4 x 100 m livre – 49 pontos, ao lado de Wendell Belarmino (S11), Douglas Matera (S13) e Lucilene Sousa (S12).

Ainda na natação, Cecília Jerônimo de Araújo conquistou a medalha de prata nos 50 m livre (classe S8) e Talisson Glock ficou com o bronze nos 100 m livre (classe S6).

O país também faturou dois bronzes na bocha, com Maciel Santos (classe BC2) e José Carlos Chagas de Oliveira (classe BC1). Na disputa do tênis de mesa, o país também conquistou o bronze por equipes da classe 9-10 entre as mulheres.

Assim, o Brasil soma 48 medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, com 15 ouros, 12 pratas e 21 bronzes. Está na 7ª colocação no quadro de medalhas.

Despedida de Daniel Dias

Daniel Dias abraça treinador após última prova na carreira, disputada nos Jogos de Tóquio
Daniel Dias abraça treinador após última prova na carreira, disputada nos Jogos de Tóquio / Ale Cabral – 1.set.2021/CPB

Após disputar quatro edições dos Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012, Rio 2016 e Tóquio 2021), o nadador Daniel Dias se despediu das piscinas com a quarta colocação nos 50m livre (classe S5 – para atletas com comprometimentos físicos-motores) nesta quarta-feira (1º).

O multimedalhista, que havia anunciado em janeiro sua aposentadoria após os Jogos, encerrou a sua última prova da carreira com o tempo de 32s12. O pódio foi formado pelos chineses Tao Zheng (30s31), que bateu o recorde paralímpico, Weiyi Yuan (31s11) e Lichao Wang (31s35).

Maior medalhista paralímpico brasileiro da história, Daniel subiu 27 vezes ao pódio nas quatro edições do evento em que competiu. Ao todo, conquistou 14 medalhas de ouro, 7 de prata e 6 de bronze.

“Gostaria de agradecer a Deus pelo dom que me deu, por tudo que me deu no esporte.  Obrigado. A palavra é gratidão. É difícil conseguir falar. Espero que muitas crianças, com deficiência ou sem, estejam vendo e assistindo. Acreditem no sonho de vocês. A deficiência não define quem somos. Gratidão é o principal sentimento agora”, disse Daniel, após sua última prova.

Com 27 conquistas em Paralimpíadas – sendo 14 de ouro – Daniel Dias é maior medalhista paralímpico brasileiro
Com 27 conquistas em Paralimpíadas – sendo 14 de ouro – Daniel Dias é maior medalhista paralímpico brasileiro / Matsui Mikihito – 1set.2021/CPB

Além do marcante desempenho em Jogos Paralímpicos, Daniel também tem na carreira 40 medalhas em seis mundiais, sendo 31 ouros, 7 pratas e 2 bronzes, e 33 pódios em Jogos Parapan-americanos, com medalha de ouro em todos.

Esses resultados renderam a ele três troféus do Prêmio Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”. Daniel é o único brasileiro a alcançar esta façanha. No mundo, apenas mais quatro esportistas masculinos conseguiram este feito.

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