Presidente de Belarus minimiza sanções e diz que atleta desertora foi manipulada

Lukashenko negou ser um ditador e disse que defendeu Belarus de adversários que planejavam um golpe

Natalia Zinets, William James e Elizabeth Piper, Reuters

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Em tom desafiador, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, disse nesta segunda-feira (9) que uma velocista bielorrussa desertou na Olimpíada somente porque foi “manipulada” por forças externas e desdenhou uma avalanche de novas sanções coordenadas do Ocidente contra o país.

Em uma coletiva de imprensa de horas de duração no aniversário de uma eleição que oponentes disseram ter sido fraudada para que ele pudesse vencer, Lukashenko negou ser um ditador e disse que defendeu Belarus de adversários que planejavam um golpe.

Krystsina Tsimanouskaya, de Belarus, corre prova nas Olimpíadas
Krystsina Tsimanouskaya, de Belarus, durante prova dos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Tóquio
Foto: AP / Martin Meissner

Enquanto ele falava no palácio presidencial de Minsk, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos anunciavam sanções coordenadas contra a economia bielorrussa e seu setor financeiro, incluindo as exportações de derivados de petróleo e potássio, que é usado em fertilizantes e é a maior fonte de moeda estrangeira do país.

Lukashenko disse que o Reino Unido ficará “sufocado” em suas medidas e que está pronto para conversas com o Ocidente, ao invés de travar uma guerra de sanções.

Ele ainda disse que venceu a eleição presidencial de 9 de agosto de 2020 e que algumas pessoas estavam “se preparando para uma eleição justa, enquanto outras estavam pedindo… por um golpe de Estado”.

Belarus voltou aos holofotes internacional depois que a velocista Krystsina Tsimanouskaya fugiu de Tóquio para Varsóvia, na semana passada, após uma discussão com os treinadores na qual ela mencionou uma ordem “do alto” para mandá-la de volta dos Jogos Olímpicos para casa.

Momento em que Krystsina Tsimanouskaya entra na embaixada da Polônia em Tóquio
Momento em que a velocista de Belarus Krystsina Tsimanouskaya entra na embaixada da Polônia em Tóquio
Foto: Reuters

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