Técnico deixa time da NFL após denúncias de racismo, homofobia e machismo

Jon Gruden dirigia o Las Vegas Raiders desde 2018; mensagens com ofensas foram escritas quando ele comentarista da ESPN

Jill Martinda CNN

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Jon Gruden renunciou nesta segunda-feira (11) como treinador do Las Vegas Raiders, time de futebol americano, depois de relatos sobre o uso por parte dele de linguagem homofóbica, racista e misógina em e-mails enquanto trabalhava como comentarista da ESPN.

“Eu amo os Raiders e não quero ser uma distração. Obrigado a todos os jogadores, treinadores, funcionários e fãs. Sinto muito, eu nunca tive a intenção de machucar ninguém”, disse Gruden em um comunicado divulgado pelos Raiders.

Os críticos pediram que Gruden, que treinava os Raiders desde o início da temporada de 2018, fosse demitido desde que o “The Wall Street Journal” relatou que ele usou uma linguagem racialmente insensível para descrever o diretor executivo da Associação de Jogadores da NFL, DeMaurice Smith, em um e-mail de 2011.

Nesta segunda-feira, o “The New York Times” relatou que analisou mais e-mails e descobriu que Gruden se manifestou contra a participação de mulheres como árbitras, a contratação de um jogador assumidamente gay por um time e também contra os protestos de atletas frente ao hino dos Estados Unidos.

Uma fonte da NFL, liga de futebol americano, confirmou a veracidade da reportagem do “Times” para a CNN.

Os e-mails foram descobertos pela NFL e apresentados ao comissário da liga Roger Goodell na semana passada, disse a fonte. A entidade os enviou aos Raiders.

“O e-mail de Jon Gruden criticando DeMaurice Smith é chocante, abominável e totalmente contrário aos valores da NFL. Condenamos a declaração e lamentamos qualquer dano que sua publicação possa infligir ao sr. Smith ou a qualquer outra pessoa”, disse na última sexta-feira (8) o porta-voz da liga Brian McCarthy.

O “Times” disse que os e-mails com ofensas cobriram um período de sete anos.

Em resposta ao “Wall Street Journal”, Gruden disse: “Tudo o que posso dizer é que não sou racista”.

Ele acrescentou: “Não posso dizer como estou doente. Peço desculpas novamente a De Smith, mas me sinto bem sobre quem eu sou e o que fiz em toda a minha vida. Peço desculpas pelas observações insensíveis.”

(Texto traduzido. Leia o original em inglês aqui).

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