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    Fórmula 1: Novo regulamento pode prolongar carreira de pilotos

    FIA define mudanças no chassi com o intuito de gerar mais competitividade, sustentabilidade e segurança para a categoria

    Fernando Alonso no Grande Prêmio da Hungria de 2016
    Fernando Alonso no Grande Prêmio da Hungria de 2016 Photo by Dan Istitene/Getty Images

    Murillo Grantda CNN

    A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) anunciou novas mudanças no regulamento que serão colocadas em prática a partir de 2026. Dentre elas, algumas alterações dos novos carros chamaram a atenção.

    A atualização determinada foi nos chassis dos veículos, que passaram a ser 30 kg mais leves do que os atuais, com 768 kg (722 kg de peso entre carro e piloto + 46 kg como massa estimada do pneu).

    A primeira alteração foi no ano passado, com nova configuração das unidades de potência. A Fórmula 1 decidiu manter o motor turbo híbrido V6, mas com alguns ajustes visando redução de custo e sustentabilidade.

    Longevidade dos pilotos

    Paralelamente a Fórmula 1 experimenta um ano de alta na média de idade de seus grid, com uma média de 29 anos, a maior nos últimos 6 anos de competição.  Segundo Ricardo Takahashi, especialista em fisioterapia esportiva e sócio da Sonafe – Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física, o preparo individual colocou esses atletas em condições de estender a permanência na categoria.

    “A Fórmula 1 hoje não só proporciona aos pilotos veteranos as condições necessárias para competirem de igual para igual com os mais jovens, mas também adapta os programas de treinamento às suas necessidades individuais, incluindo testes de força e cognitivos”, detalha Ricardo.

    Alonso e Hamilton, veteranos do esporte, puderam aproveitar a chance de estender ou assinar novos contratos e viver mais uma passagem da geração do automobilismo. O Espanhol, por exemplo, já com 42 anos, renovou com o Aston Martin por duas temporadas, ficando até 2026.

    Por outro lado o Britânico anunciou sua saída da Mercedes, equipe em que esteve por 13 temporadas, para ingressar na Ferrari em 2025. O contrato do piloto garantirá sua permanência até os 41 anos, já que o contrato terá a mesma duração do de Alonso.

    Para a Dra. Flávia Magalhães, médica do esporte e especialista em fisiologia do exercício, os fatores determinantes na longevidade de atletas como Alonso e Hamilton baseiam-se no cuidado contínuo ao longo da carreira, além das medidas de segurança e adaptações feitas ao longo da evolução do automobilismo

    “Um atleta de alta performance sempre deve ter em mente que seu corpo é sua ferramenta de trabalho e todos os pilares da saúde estão envolvidos na manutenção e longevidade da sua carreira. Dentre os pilares, podemos citar nutrição, mobilidade articular, simetria muscular, sono, recuperação, carga de treino, e os sistemas cardiorrespiratório e endócrino, além de cuidados com o sistema renal e urogenital. Também não podemos negligenciar a utilização correta dos equipamentos, essencial no automobilismo”, afirma a doutora.

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