Sem oposição, Ben Sulayem é reeleito presidente da FIA por mais quatro anos
Potenciais concorrentes não conseguirem oficializar suas candidaturas contra o dirigente

O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Mohammed Ben Sulayem, garantiu nesta sexta-feira (12) um segundo mandato de quatro anos à frente da entidade máxima do esporte a motor.
A reeleição ocorreu sem oposição, após potenciais concorrentes não conseguirem oficializar suas candidaturas.
O dirigente de 64 anos, ex-piloto de rali e natural dos Emirados Árabes Unidos, foi o único nome apresentado na assembleia geral anual da FIA, realizada em Tashkent, Uzbequistão.
“Obrigado a todos os nossos membros por votarem em números notáveis e depositarem sua confiança em mim mais uma vez”, declarou Ben Sulayem em comunicado. “Superamos muitos obstáculos, mas hoje, juntos, estamos mais fortes do que nunca”.
O norte-americano Tim Mayer chegou a manifestar interesse pelo cargo, mas retirou sua candidatura em outubro ao afirmar que os estatutos da FIA impediam qualquer disputa contra Ben Sulayem.
A suíço-francesa Laura Villars também tentou concorrer e entrou com uma ação judicial para suspender a eleição. No entanto, um tribunal de Paris decidiu neste mês que o processo poderia seguir. A defesa de Villars afirmou que a validade da eleição “pode ser revisada, contestada ou anulada” em nova audiência marcada para fevereiro.
Tanto Mayer quanto Villars não conseguiram formar a chapa exigida pelos regulamentos, que determina a indicação de possíveis vice-presidentes a partir de uma lista oficial de 29 nomes até o prazo de 24 de outubro. Cada candidato deve selecionar um representante de todas as regiões globais da FIA.
Contudo, apenas um nome da América do Sul constava na lista — a brasileira Fabiana Ecclestone, integrante da equipe de Ben Sulayem e esposa do ex-chefão da Fórmula 1 Bernie Ecclestone.
Em nota, a FIA afirmou que a eleição foi conduzida conforme seus estatutos, “por meio de um processo de votação robusto e transparente, refletindo os fundamentos democráticos da federação e a voz coletiva de seus membros ao redor do mundo”.



