
NFL: Super Bowl reforça cibersegurança contra risco de ataques com IA
Evento amplia estrutura digital e cria centro de monitoramento para proteger redes e dados no dia da final

Antes do duelo entre New England Patriots e Seattle Seahawks no Super Bowl LX, o Levi’s Stadium passou por um pacote de atualização tecnológica para receber a decisão.
Para equipar o estádio, a NFL e o San Francisco 49ers instalaram quilômetros de cabos de fibra óptica, centenas de pontos de acesso sem fio e reforçaram as defesas digitais contra possíveis invasões.
A preparação começou de forma intensiva há mais de um ano. Para o jogo, a NFL mobilizou sua própria equipe de cibersegurança para garantir o funcionamento dos sistemas no dia da partida.
Como parte do plano, foi criado um centro de comando cibernético provisório nas áreas internas do estádio, com monitoramento em tempo real para detectar e neutralizar ameaças.
“Então, os agentes de ameaça vão aproveitar um ambiente como este, assim como um batedor de carteiras”, disse George Griesler, diretor sênior de cibersegurança da NFL.
Segundo Costa Kladianos, vice-presidente executivo e chefe de tecnologia dos 49ers, a atenção neste ano está voltada principalmente para ataques impulsionados por inteligência artificial.
“Até o ano passado, a (IA) não era uma ameaça tão grande quanto é neste ano”, afirmou Kladianos.
Rede nova
Uma das principais atualizações do Super Bowl LX é a rede Wi-Fi do estádio, preparada para o grande volume de dados gerado pelos cerca de 65 mil torcedores durante o jogo.
Postagens em redes sociais, transmissões ao vivo e outros conteúdos exigem alta capacidade de upload para manter a conectividade.
“Estamos no Vale do Silício, então todo mundo tem um, dois, talvez três dispositivos”, disse à Reuters o engenheiro da Cisco Matt Swartz.
A equipe de tecnologia dos 49ers estima que os torcedores vão enviar mais de 35 terabytes de dados ao longo da partida, segundo Kladianos.
O objetivo é que a experiência de uso da rede sem fio seja semelhante à de uma residência.
Para isso, a Cisco instalou cerca de 1.500 roteadores compatíveis com o padrão Wi-Fi 7, que oferece maior velocidade e estabilidade de conexão.
“É como adicionar várias faixas a uma rodovia no horário de pico”, afirmou Swartz.
Novidades nas telas
Santa Clara é uma área procurada para a construção de data centers devido ao custo relativamente baixo de energia.
Os 49ers operam três centros de dados: um no centro de treinamento e dois no estádio. O mais recente foi construído para suportar um pacote de modernização de US$ 200 milhões concluído no ano passado.
A atualização incluiu um videoboard em 4K — o maior da NFL — e diversos painéis menores espalhados pelo estádio.
As novas telas exigem maior capacidade de processamento, fornecida pelo data center recém-construído.


