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    Hulk, do Atlético-MG, reage a escândalo de apostas: “Tem que honrar nossa profissão”

    Atacante comentou pela primeira vez sobre esquema. Ministério Público já denunciou 15 jogadores

    Hulk comemora o primeiro gol do Atlético-MG na vitória contra o Atlético-GO
    Hulk comemora o primeiro gol do Atlético-MG na vitória contra o Atlético-GO Clube Atlético Mineiro

    Henrique AndréThiago Reisda Itatiaia

    Capitão do Atlético-MG, Hulk comentou, pela primeira vez, o escândalo de apostas denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).

    Questionado nesse sábado (13), após a vitória do Galo por 2 a 0 sobre o Internacional, pela Série A, no Mineirão, o atacante falou da necessidade de “honrar a profissão”.

    “A gente tem que honrar, porque a gente sabe o tanto que é difícil chegar. Eu, particularmente, vim de um bairro humilde, da favela, sofri muito, vi meus pais sofrerem para caramba, e poder vencer na vida. A gente tem que honrar essa nossa profissão e não pode jogar fora”, disse.

    Até aqui, 15 jogadores foram denunciados pelo MPGO. Outros cinco jogadores não se tornaram réus, mas foram citados na investigação e afastados por seus clubes preventivamente – entre eles, Richard, do Cruzeiro, e Nino Paraíba, do América. Além disso, quatro atletas fizeram acordos com o órgão e se tornaram testemunhas do caso.

    Hulk destacou, no entanto, que não vai ‘apontar o dedo’ para os colegas envolvidos no escândalo. Ele disse esperar que os jogadores que eventualmente se corromperam estejam arrependidos de seus atos, mas cobrou punição. “Infelizmente, acho que jogadores que estão envolvidos foram infelizes, tenho certeza que estão arrependidos. Imagino o quão arrependidos estão, é uma situação complicada, a gente não pode apontar o dedo”, disse.

    “Nessas horas a gente tem que procurar fazer o nosso, é triste o companheiro de nossa profissão passar por isso, a gente sabe que, como falei, é uma situação muito complicada a gente até comentar. É lamentável, é lamentável, porque a gente é informado. Sem dúvida, tem que ter punição”, complementou.

    Operação Penalidade Máxima

    De acordo com o Ministério Público, os apostadores aliciavam atletas para que eles fossem punidos com cartões amarelos ou vermelhos ao longo de jogos pelo Campeonato Brasileiro de 2022 e alguns Estaduais de 2023. O apostador Bruno Lopez de Moura é apontado como chefe da quadrilha. Ele está preso. Até aqui, o MPGO ofereceu denúncia contra 15 jogadores no âmbito da Operação Penalidade Máxima, que já teve duas fases. São eles:Ygor Catatau, Allan Godói, André Queixo, Mateusinho, Paulo Sergio (Sampaio Corrêa), Gabriel Domingos (Vila Nova), Joseph (Tombense), Romário (Vila Nova), Eduardo Bauermann (Santos), Gabriel Tota, Paulo Miranda (Juventude), Victor Ramos (Chapecoense), Igor Cariús (Sport) e Fernando Neto (São Bernardo).

    Quatro atletas fizeram um acordo com o MP e se transformaram em testemunhas do caso. Além disso, outros cinco jogadores já foram afastados preventivamente de seus clubes por terem nomes citados em conversas. São eles: Pedrinho e Bryan Garcia (Athletico), Richard (Cruzeiro), Vitor Mendes (Fluminense) e Nino Paraíba (América).

    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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