“Não existe chance de o Botafogo acabar”, afirma presidente do clube à CNN

João Paulo Magalhães Lins conversou com o apresentador João Vítor Xavier

João Vitor Xavier, da CNN Brasil
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Torcedores do Botafogo foram surpreendidos com a notícia de que a SAF do clube foi colocada à venda em um jornal britânico, situação classificada como "extremamente desagradável" pelo presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães Lins (veja acima).

A crise tem origem em problemas financeiros e jurídicos do grupo Eagle Holdings, empresa do norte-americano John Textor que controla a SAF do Botafogo.

O anúncio da venda do clube carioca apareceu em um classificado do jornal britânico "Financial Times", ao lado de outros ativos do grupo, como o Lyon da França.

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, João Paulo Magalhães Lins foi perguntado sobre os riscos que a instituição corre em meio a tantos imbróglios nos bastidores. O dirigente foi enfático: "o risco de o Botafogo acabar não existe".

"Olha, eu acho que há o risco de algumas coisas acontecerem. Eu acho que o risco de o Botafogo, enfim, acabar, não existe. Isso não existe, não é nem o caso de falarmos disso. O Botafogo é imortal, estamos aí, uma instituição centenária, muito vitoriosa", reforçou.

"Podemos ter momentos mais desafiadores num curto prazo"

João Paulo Magalhães Lins, então, admitiu que o Botafogo pode passar por "momentos mais desafiadores" em breve, por toda a questão nos bastidores.

"Eu acho que o momento jurídico é desafiador. É um momento que precisa de rearranjo. Seja rearranjo societário, seja uma nova governança ou ajuste na atual governança.", citou.

"O Botafogo vai ter que passar por algum ajuste e que pode ser que traga momentos mais desafiadores num curto prazo. Mas eu acho que isso vai ser importante para que o Botafogo possa tornar a voar a longo prazo", concluiu o dirigente.

Entenda o caso

A consultoria britânica Cork Gully colocou a SAF do Botafogo à venda após assumir a administração judicial da Eagle no fim de março. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo.

O anúncio saiu na última sexta-feira (10) no "Financial Times". No comunicado, a empresa informou que detém participação em três clubes de futebol e colocou à venda os principais ativos, com destaque para participações majoritárias.

Entre os ativos listados aparecem a SAF do Botafogo, descrita como “um dos clubes mais históricos do Brasil”, além do RWDM Brussels, da Bélgica, e do Olympique Lyonnais, da França.

A Cork Gully encerrou o anúncio em formato direto, típico de classificados, e solicitou que manifestações de interesse sejam enviadas por e-mail.

Posicionamento de John Textor

O norte-americano John Textor se posicionou sobre o caso. De acordo com o empresário, que disputa judicialmente o controle da SAF, o anúncio "é uma exigência rotineira e legal".

"Isso (anúncio da Cork Gully) é uma exigência rotineira e legal em qualquer administração judicial, pois eles sabem que os acionistas e credores atuais farão ofertas. Portanto, eles precisam solicitar propostas do público antes de fechar qualquer negócio internamente. Acho que isso é novidade para as pessoas no Brasil, mas esse é o protocolo na Inglaterra", disse John Textor, por e-mail, à "ESPN".

A Ares, gestora de investimentos que disputa judicialmente com a Eagle Holding Football, e demais credores da Eagle Bidco nomearam a Cork Gully LLP, firma inglesa de reestruturação financeira e operacional, como administradora da empresa com o controle da SAF do Botafogo e do Lyon-FRA.

John Textor teve os poderes como diretor da Eagle Bidco suspensos, mas continua como gestor do Botafogo neste momento, conforme descrito no comunicado feito pela Ares.

A Eagle Bidco é a subsidiária britânica da Eagle Holding Football, rede multiclubes fundada por John Textor, da qual Botafogo e Lyon fazem parte. A Ares foi investidora para a compra do clube francês e está disputando judicialmente o controle das ações do grupo no Reino Unido.

O empresário norte-americano perdeu o cargo de diretor da Eagle Bidco, em decisão da Justiça em janeiro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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