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CBF decreta luto de 7 dias pela morte do papa Francisco

Confederação Brasileira de Futebol prestou condolências ao pontífice em seu site oficial

Edison Filho, da CNN
Ednaldo rodrigues, presidente da CBF, entrega camisa da Seleção Brasileira ao papa Francisco
Ednaldo rodrigues, presidente da CBF, entrega camisa da Seleção Brasileira ao papa Francisco  • Reprodução/CBF
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A CBF se manifestou sobre a morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21), em seu site oficial.

Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade máxima do futebol brasileiro, relembrou a luta do pontífice contra o racismo no futebol.

"O papa foi um dos grandes incentivadores da luta da CBF contra o racismo no futebol e também para trabalhamos para que o esporte seja um vetor decisivo para inclusão de todos, com competições de pessoas com deficiência, indígenas e diversos setores muitas vezes marginalizados. A Declaração do Esporte para Todos nos deu ainda mais força para seguir nesta jornada. Foi fundamental o chamado do papa para as entidades esportivas, atletas e torcedores fazerem a sua parte", disse Ednaldo Rodrigues.

 

A CBF decretou luto de uma semana, além de minuto de silêncio em todas as partidas organizadas pela entidade.

Em setembro de 2022, Ednaldo se encontrou com o papa Francisco no Vaticano. Ele entregou uma camisa autografada da Seleção ao pontífice.

Morte do papa Francisco

A morte do papa foi anunciada na manhã desta segunda-feira (21) pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo do Vaticano.

“Queridos irmãos e irmãs, é com profunda tristeza que comunico a morte do nosso Santo Padre Francisco”, disse um comunicado do camerlengo.

Farrell continuou: “Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados”.

“Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino”, concluiu a declaração.

Francisco foi hospitalizado no dia 14 de fevereiro com bronquite e depois apresentou uma infecção polimicrobiana.

Em seguida, o papa recebeu um diagnóstico de pneumonia nos dois pulmões, uma condição que pode inflamar e cicatrizar os órgãos, dificultando a respiração.

O Vaticano descreveu a infecção do papa como “complexa” e explicou que foi causada por dois ou mais microrganismos.

Enquanto esteve no hospital, o pontífice apresentou diferentes quadros de saúde, tendo pioras seguidas de melhoras.

Durante a internação, Francisco sofreu uma “crise respiratória prolongada semelhante à asma” e precisou de transfusões de sangue em decorrência de uma baixa contagem de plaquetas, associada à anemia.

Os episódios respiratórios de Francisco exigiram que ele usasse ventilação mecânica não invasiva, que envolve colocar uma máscara sobre o rosto para auxiliar na passagem do ar pelos pulmões.

Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, assumiu o comando da Santa Sé em março de 2013. Ele marcou a história da Igreja Católica como o primeiro papa latino-americano e o primeiro jesuíta a ocupar o cargo.

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