Região do Estádio Azteca afunda e preocupa autoridades a 31 dias da Copa
Piso de concreto recém-reformado do estádio no México tem rachaduras a pouco mais de um mês do Mundial

Problemas na estrutura no Estádio Azteca, no México, deixaram autoridades locais e até a Nasa em alerta. O estádio, que fica na Cidade do México, vai receber a abertura da Copa do Mundo, e tem apresentado rachaduras no piso.
Segundo relatos de torcedores após as quartas de final do Campeonato Mexicano, pedaços de concreto estão se desprendendo do chão, segundo o Marca.
O problema pode ser um efeito de um fenômeno já conhecido na região. Partes da Cidade do México afundam 1,2 centímetros por mês - por isso a agência norte-americana se envolveu no caso. Eles estudam com um radar por satélite as pequenas mudanças da superfície terrestre no local.
O motivo é a extração excessiva de água subterrânea. Marin Govorcin, cientista do laboratório de propulsão a jato na Nasa, explicou que o "bombeamento de água do aquífero abaixo da cidade em uma taxa que excede a recarga natural" é a principal fonte do problema. "À medida que a água é retirada, o aquífero se compacta com o peso da cidade acima".
Em algumas regiões da Cidade do México, foi registrado um afundamento de 25 centímetros, uma das mais rápidas de todo do mundo, segundo a Nasa.
Além da segurança dos torcedores, as autoridades também se preocupam com a conservação do local para o Mundial, já que os torcedores têm levado parte do material que se solta como uma lembrança do estádio, que foi reformado no início deste ano e reinaugurado em um amistoso entre México e Portugal.
A organização está confiante de que tudo estará pronto e em pleno funcionamento até a estreia na Copa do Mundo. O local recebe México x África do Sul no dia 11 de junho, além da cerimônia de abertura com Alejandro Fernandez, Belinda, Danny Ocean e Lila Downs.


