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    Liga dos Campeões: Árbitro da final é mantido após participar de evento de extrema-direita

    Szymon Marciniak se desculpou e afirmou que "não sabia que o evento estava associado a um movimento polonês de extrema-direita"

    Árbitro polonês Szymon Marciniak durante final da Copa do Mundo do Catar entre Argentina e França
    Árbitro polonês Szymon Marciniak durante final da Copa do Mundo do Catar entre Argentina e França 18/12/2023 REUTERS/Lee Smith

    da Reuters

    Szymon Marciniak foi mantido no posto de árbitro da final da Liga dos Campeões depois que o polonês se desculpou por participar de um evento associado a um movimento de extrema-direita, informou a Uefa nesta sexta-feira.

    A confederação estava investigando a presença dele em um evento organizado em Katowice, na segunda-feira, dizendo que “abomina os valores promovidos pelo grupo”, mas o manteve como árbitro após um pedido de desculpas e esclarecimento de um órgão antidiscriminação.

    “Quero expressar minhas mais profundas desculpas por meu envolvimento e qualquer tormento ou dano que possa ter causado”, disse Marciniak em um comunicado.

    Após reflexão e investigação mais aprofundada, tornou-se evidente que fui gravemente enganado e estava completamente inconsciente da verdadeira natureza e afiliações do evento em questão. Eu não sabia que estava associado a um movimento polonês de extrema-direita. Se eu soubesse desse fato, teria recusado categoricamente o convite

    Szymon Marciniak, árbitro da final da Liga dos Campeões

    Marciniak, de 42 anos, é um dos principais árbitros da Europa e também apitou a final da Copa do Mundo no Catar, quando a Argentina venceu a França.

    Durante a investigação, a Uefa disse que entrou em contato com a Neveragain, uma ONG afiliada à rede Fare, que combate a discriminação no futebol europeu.

    “(Eles) levantaram as preocupações iniciais sobre o envolvimento de Marciniak no evento”, declarou a Uefa.

    “Eles pediram que o senhor Marciniak permanecesse na função de árbitro da próxima final da Uefa Champions League, afirmando firmemente que removê-lo prejudicaria a promoção da antidiscriminação.”

    O Manchester City enfrenta a Inter de Milão na final da Liga dos Campeões no Estádio Olímpico Ataturk, em Istambul, no dia 10 de junho.

    (Reportagem de Rohith Nair em Bengaluru)