
Supremacia x redenção: como PSG e Chelsea encaram a final do Mundial
Franceses e ingleses disputam o título do formato inédito do torneio neste domingo (13)
Paris Saint-Germain e Chelsea se enfrentam neste domingo (14) na final do novo Mundial de Clubes da Fifa, com 32 times. O torneio foi disputado ao longo de um mês nos Estados Unidos.
A competição reacendeu debates sobre o calendário e as altas temperaturas, mas também entregou emoção digna de uma Copa do Mundo de seleções.
PSG e Chelsea, dois dos clubes mais ricos e influentes da Europa, disputam o título inédito da versão ampliada do torneio.
A final acontece a partir das 16h (de Brasília) no abafado MetLife Stadium, em Nova Jersey.
PSG chega embalado após goleada
O PSG vem em grande fase, com sete vitórias nos últimos oito jogos. O time sofreu gol apenas na única derrota dos últimos quatro meses, para o Botafogo. Na semifinal, goleou o Real Madrid por 4 a 0 com uma atuação avassaladora.
Dois erros forçados pela pressão alta da equipe francesa resultaram em gols logo nos primeiros nove minutos.
Campeão da Liga dos Campeões pela primeira vez no mês passado, o clube busca agora o título mundial inédito. Pode ser o sétimo troféu do time francês na temporada, o que seria um recorde.
O técnico Luis Enrique reformulou o elenco após as saídas de Neymar, Messi e Mbappé, apostando em juventude e intensidade.
Time renovado mostra força em todos os setores
O meio-campo gira em torno de Vitinha, enquanto os laterais Nuno Mendes e Hakimi dão velocidade pelos lados. Ousmane Dembélé, candidato à Bola de Ouro, tem se destacado com gols e assistências decisivos.
Defensivamente, o PSG tem impressionado: a equipe força, em média, sete perdas de bola por hora de jogo, o que tem sido crucial.
Luis Enrique nunca perdeu uma final de clube em jogo único. São 11 vitórias em 11 decisões.
Chelsea tenta redenção após temporada irregular
Do outro lado, o Chelsea chega à final após conquistar a Conference League, a "terceira divisão europeia", em uma temporada doméstica decepcionante.
Mesmo com um elenco que custou mais de € 1 bilhão (cerca de R$ 5,8 bilhões), o time teve dificuldades para terminar no G4 da Premier League.
A campanha no Mundial representa uma chance de redenção para o técnico Enzo Maresca, que chegou sob desconfiança.
O atacante João Pedro, contratado durante o torneio, foi decisivo: marcou dois gols na semifinal contra o Fluminense, seu ex-clube.
Meio-campo se destaca e ataque ganha entrosamento
João Pedro formou boa dupla com Cole Palmer no ataque. No meio, Enzo Fernández, Romeo Lavia e Moisés Caicedo têm se destacado tanto na marcação quanto na criação.
Chelsea e PSG prometem um duelo de estilos e ambições distintas, em um torneio que pode marcar um novo capítulo na história do futebol de clubes.


