Análise: trabalho de Dorival Jr. é bizarro de ruim
Comentaristas debatem o risco de queda do Tricolor no Brasileirão e criticam sequência sem vitórias sob o comando de Dorival
O São Paulo vive um momento delicado no Campeonato Brasileiro, acumulando dez jogos sem vencer e se aproximando perigosamente da zona de rebaixamento. Analistas debatem se o clube tem condições de reagir e o que precisa ser feito para evitar a queda.
Na avaliação de Bruno Rodrigues, o elenco são-paulino possui mais qualidade do que as equipes que atualmente ocupam as posições inferiores da tabela. "O time é melhor que o Grêmio, o time é melhor que o Inter, é melhor que o Mirassol, é melhor que o Santos, é melhor que todos esses", afirmou, destacando ainda o papel da torcida como fator determinante.
Segundo ele, em 2017, o apoio da torcida foi fundamental num momento semelhante, e uma nova mobilização poderia fazer a diferença nesta temporada.
Críticas ao trabalho de Dorival
Bruno foi enfático ao criticar o trabalho do treinador Dorival. "Não seguiria com o Dorival. Acho que um treinador que não ganha um jogo a dez jogos no Campeonato Brasileiro não tem por que seguir. É um trabalho bizarro, um trabalho muito ruim", declarou, acrescentando que o clube não vence desde fevereiro na competição.
Ele apontou ainda a falta de conexão entre os jogadores e o treinador como um dos principais entraves ao desempenho do time, além de problemas individuais como a ausência de função de Luciano e as recorrentes lesões de Calleri.
Iuri Medeiros, setorista da Itatiaia, contextualizou a situação ao mencionar os próximos compromissos do clube. O São Paulo tem dois jogos em casa considerados fundamentais: contra o Red Bull Bragantino, no dia 29, e depois diante do Atlético Mineiro, equipe que vive bom momento de invencibilidade sob o comando do "Barba" Domínguez.
Logo na sequência, o clube também enfrenta o Boca Juniors pela Copa Sul-Americana, o que complica ainda mais a gestão do elenco. "Como é que você vai colocar um time misto para enfrentar o Boca na Bombonera? O torcedor vai ficar revoltado", questionou.
Espiral negativa e histórico de trocas de treinador
Nathalia Fiuza reconheceu que o elenco do São Paulo é superior ao dos demais times na zona de rebaixamento — como Remo, Mirassol e Vasco —, mas alertou para os efeitos da crise de confiança. "Um clube do tamanho do São Paulo, quando entra nessa espiral negativa, sem conseguir vencer, o elenco totalmente sem confiança, a pressão é muito grande. Isso, às vezes, atrapalha mais do que o futebol jogado", analisou.
A comentarista também resgatou o histórico de instabilidade na comissão técnica ao longo da temporada. Segundo ela, a demissão de Crespo — que havia conquistado três vitórias nas quatro primeiras rodadas — foi um erro que desencadeou uma série de consequências. Roger foi contratado sem convicção, entregou alguns bons resultados, incluindo uma vitória sobre o Mirassol em 25 de abril que se tornou a última do clube no campeonato, mas também não permaneceu.
"Tudo isso agora está caindo na conta do Dorival também, que chegou como meio que o salvador da pátria", concluiu, ressaltando que o clube já começa a pagar o preço de suas decisões ao longo do ano.


