
Relembre as investigações que impulsionam pedido de impeachment de Casares
Conselho vota em meio a inquérito que analisa retiradas em dinheiro e condutas administrativas
O São Paulo Futebol Clube vota nesta sexta-feira (16) o pedido de impeachment do presidente Júlio Casares.
A deliberação ocorre enquanto a Polícia Civil conduz investigações sobre suspeitas de desvios de recursos ligados ao clube.
As apurações começaram após denúncia anônima e resultaram na abertura de inquérito para investigar saques milionários em dinheiro vivo, atuação de dirigentes e possíveis crimes, como associação criminosa, apropriação indébita e furto qualificado.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam 35 saques em espécie entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões. Os dois primeiros, de R$ 600 mil, foram feitos por um ex-funcionário.
Depois, as retiradas passaram a ocorrer por empresa de transporte de valores.
Segundo a polícia, o dinheiro era sacado em banco e levado à tesouraria do clube. O pico ocorreu em 2024.
Em 2025, houve 11 saques que totalizam R$ 5,2 milhões, além de outros cinco que somam R$ 1,7 milhão. Para investigadores, carros-fortes dificultam o rastreio.
A defesa do São Paulo afirma que o clube não é alvo da investigação e que todos os valores estão contabilizados. O advogado diz que pagamentos em dinheiro são usuais, como despesas de arbitragem e “bicho”, premiação por desempenho aos jogadores.
Relembre o caso dos camarotes
Outro ponto envolve suposta comercialização irregular de camarotes do estádio durante grandes shows.
O caso resultou no afastamento de Mara Casares do cargo de diretora de eventos, em outubro, e também embasou o processo de impeachment.
Um áudio atribuído ao ex-diretor Douglas Schwartzman, no qual cita Mara Casares, integra a apuração.
As defesas afirmam que o material foi divulgado fora de contexto e alegam julgamento antecipado.


